O setor calçadista de Jaú (47 quilômetros de Bauru) está otimista com a reação do mercado e acredita que a Jaú Trend Show aqueça ainda mais o setor. Para o representante dos fabricantes, Giovani de Carvalho Costa (presidente do Sindicalçados) o segmento vive um período de ajustes. “Foi um semestre de ajustes. Os fabricantes acreditam que, no próximo semestre, as empresas vão poder tirar proveito da recuperação do mercado, deveremos ter bons negócios aqui e na sequência, boas vendas no pós-feira.”
Costa explicou que o mercado está mais aquecido depois da crise do ano passado. “Neste ano o setor se recuperou. Neste primeiro semestre, a cadeia produtiva teve dificuldades de vender porque estava muito desmobilizada. O Brasil todo teve dificuldades de atender a recuperação do mercado.”
A feira, para ele, é uma oportunidade das indústrias exporem suas coleções para a próxima estação: primavera/verão. “É um momento de realizar vendas e se comunicar. De se relacionar com o mercado, conquistar novos clientes, reforçar os vínculos, negócios com os clientes mais antigos, além de promover o arranjo produtivo de Jaú para o mercado nacional.”
A temporada é de grande volume de negócios, porque a coleção primavera/verão é mais fácil de comercializar, admite o representante do setor. “Temos um período curto de inverno e isso influencia nas vendas.”
A feira, na opinião do prefeito de Jaú, Osvaldo Franceschi Junior (PV), é garantia de emprego para cerca de 30 mil moradores da cidade. “Cerca de 30% da nossa economia é movida pelo calçado. Quase 30 mil pessoas vivem do setor, direta ou indiretamente, desde a extração do couro até o produto final, que é o calçado feminino, por isso somos considerados a capital do calçado feminino.”
Na opinião dele, a balança é positiva e deve continuar assim a partir do momento em que Jaú se firma como polo e dita as tendências do segmento. “A feira tem mais de 100 expositores e traz o que há de novo para a coleção primavera/verão.”
Franceschi Jr. acha que a feira coloca Jaú como cidade polo do setor de couro e calçados. “Estamos na terceira versão, começamos no ano passado em plena crise. À época em que o Brasil estava importando mais calçados da China, Vitenã e Malásia. Hoje, revertemos a situação com um trabalho conjunto fizemos no ano passado com o deputado federal José Paulo Tóffano (PV) e o vice-prefeito de Novo Hamburgo. Conseguimos a sobretaxa dos calçados importados e mais a lei anti-dumping. Neste último quadrimestre tivemos aumento de 20% nas exportações e um aquecimento no mercado interno, uma vez que não estamos recebendo tantos calçados chineses.”
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Expectativa de Venda
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada recentemente sobre o índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) relativo ao primeiro trimestre de 2010 mostra que houve redução no endividamento, sinal de que os consumidores estão sanando as dívidas decorrentes da crise do último ano. O estudo mostra ainda e, principalmente, que o brasileiro está dispostos em ir às compras dado que registra um aumento de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo a pesquisa, os consumidores estão confiantes, otimistas com as perspectivas, o que pode ser sinônimo de consumo elevado, uma vitamina para a produção da indústria. O indicador está 9,2% maior que o mesmo período de 2009. é o mesmo índice registrado em setembro de 2006 e o segundo maior desde 2001.
Para os fabricantes de calçados, os dados indicam que o comerciante pode fazer estoques porque a venda está garantida.