Regional

Frente Parlamentar defende IPI zero para produto de couro


| Tempo de leitura: 2 min

Depois de ultrapassar os obstáculos impostos pela importação do calçado chinês que invadiu o mercado e prejudicou os fabricantes brasileiros, a Frente Parlamentar Coureiro-Calçadista está trabalhando para conseguir a isenção do IPI para todos os produtos fabricados com couro. Para o vice-presidente da frente, deputado José Paulo Tóffano (PV), a luta é para que os setores envolvidos possam se desenvolver plenamente.

“Entramos na questão do couro com dois assuntos. Temos que acompanhar e fazer com que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acompanhe com carinho a junção de dois grandes frigoríficos que pode influenciar no preço da matéria-prima. Isso aconteceu de forma contundente, sentimos um aumento em torno de R$ 5,00 no metro quadrado imediatamente após a junção.”

A outra discussão envolve a isenção do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) da matéria-prima. “Estamos organizando um movimento para estimular a venda dos produtos confeccionados em couro, como ocorreu com o carro e linha branca.”

Para o deputado, a frente parlamentar briga pelo setor para proteger as vagas. “Tivemos o setor de calçados com altos e baixas permanentes. O empregado estava empregado hoje e não sabia se estava amanhã. O empresário, por outro lado, não tinha segurança do rendimento e se deveria fazer investimentos. A insegurança era geral.”

A partir do momento que foi detectado o dumping, a frente parlamentar e a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) fizeram estudos e teve início as articulações que resultaram na taxação dos importados. “Conseguimos provar que é um setor intensivo em mão de obra. Emprega muitas pessoas sem a necessidade de tanto treinamento e é fundamental para cidades como Jaú, Franca, Birigui, Santa Cruz do Rio Pardo, Nova Serrana (Minas Gerais), São João Batista (Santa Catarina), região de Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul), além dos polos calçadista no Ceará.”

No passado, cada par de calçado chinês recebeu a taxação de US$ 12,47. A medida era provisória, mas este ano a taxação foi mantida. “Como a votação foi de sete a zero, a taxa se tornou permanente, ou seja por pelo menos cinco anos e por mais do que o previsto, foi para US$ 13,85.”

____________________

Coleção bonita e barata

A comerciante Eliana Prezutto saiu de Piracicaba para visitar a Jaú Trend Show em busca das novidades que vão ‘brilhar’ nos pés das mulheres de todo o Brasil. Proprietária de uma boutique que tem entre seus produtos o calçado feminino, ela não pode esperar, tem que comprar antes.

“É muito importante comprar a coleção antes, porque quando os termômetros subirem e a clientela for a procura do produto, ele estará nas prateleiras. É venda na certa.”

Na avaliação da comerciante, a coleção está colorida e maravilhosa. “Estou encantada. A coleção está linda, calçados cheios de cores que vão acompanhar a estação do ano. O preço está acessível.”

Comentários

Comentários