Sou bauruense nato, porém moro em Ribeirão Preto e, por ter familiares e amigos em Bauru, para cá retorno algumas vezes ao ano. Na década de 80, ainda enquanto morava em Bauru, era leitor e assinante deste jornal de tão boa apresentação e repercussão, chegando, inclusive, a ter um breve comentário publicado nesta coluna, intitulado “O verdadeiro Marajá”, referindo-me ao então candidato Fernando Collor de Melo. Relembro isso pois foi essa recordação que me fez escrever novamente para esse jornal.
Como sempre, ouvimos falar pelos meios de comunicação que não é legal a cobrança de valores diferentes para o pagamento em dinheiro e o pagamento em cartão de crédito. Ninguém é obrigado a aceitar cartão de crédito, mas a partir do momento que se propõe a aceitar não pode fazer diferenciação entre essas duas formas de pagamento.
Por que falo isso? Porque no último 29-06-10 estava visitando meu pai e fui abastecer meu veículo no Posto 13 de Maio, sito à rua 13 de maio, 2-80, quando fui surpreendido ao ser notificado pelo frentista que o preço do combustível era superior para o pagamento com cartão de crédito. Para exemplificar: R$ 1,049 para pagamento á vista (como ele disse) ou R$ 1,299 para pagamento com cartão (ou a prazo como ele disse).
Fiquei indignado, pois há muito não via mais essa situação, quando me veio uma nova surpresa: o próprio frentista, esquecendo-se que também é consumidor, dizia que era assim mesmo, que sempre foi assim e que não adiantava reclamar pois seu patrão sabia o que fazia. Confesso que no fundo também fiquei com pena desse funcionário por sua “ingenuidade” e consentimento com tal situação.
O que fiz, então? Poderia me dirigir a outro posto, mas pedi para abastecer um tanto para pagamento em dinheiro e outro tanto para pagamento com cartão de crédito, já pensando em encaminhar tal reclamação ao Procon. Entre o meu desejo e a minha ação, me veio a lembrança de que ações são importantes, mas às vezes vale muito mais uma palavra do que uma ação e lembrei-me desse canal aberto que é a Tribuna do Leitor. Diante de tal situação, o que eu poderia fazer não morando em Bauru? Poderia tomar algumas atitudes: não abastecer, abastecer e deixar por isso mesmo, abastecer e ir ao Procon; fazer o que faço agora. Diante de tal situação, o que você, que mora em Bauru, pode fazer?
Minha sugestão aos meus conterrâneos bauruenses é que escolham melhor onde abastecer o seu veículo. Da minha parte, não mais abastecerei no Posto 13 de Maio.Quando a opção é escrever, eu escrevo: para mim, Posto 13 de Maio nunca mais!
Sérgio Henrique Speri