Tribuna do Leitor

Quais são as propostas?


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Gostaria de saber quais as propostas imediatas da sra. Darlene Tendolo e do dr. Ariel Alves, além dos inflamados discursos falando de sangue de muitos jovens e lágrimas de muitos pais para se conquistar a “liberdade”. O que é “liberdade”? Poder ficar de madrugada fumando crack, pichando muros e assaltando pessoas e depois esquivando-se na menor idade? Isso é liberdade?

A verdade é que o Estado se omite, os pais lavam as mãos, os políticos falam, falam, falam em po-líticas públicas, em construção de programas inovadores, em atendimento às famílias desestruturadas e nada é feito. Quem tem que enfrentar com a cara e a coragem o problema são os professores nas salas de aula e a polícia nas ruas.

Não vi nenhuma iniciativa concreta dos adeptos a oratória, apenas blá, blá, blá inconsistente e retórica saudosista. Interessante que em tempos passados, como também sou funcionária pública, votei na sra. Marlene Têndolo para assumir o conselho tutelar, pois sendo professora de sua sobrinha, achei legítimas suas argumentações pedindo voto. Será que agora, por estar representando o prefeito, suas convicções se diluíram em conveniências políticas?

Ora, ora... Convenhamos: não basta criticar, tem que apresentar alternativas. Não dá pra ficar discursando enquanto a cada hora que passa mais crianças e adolescentes estão se tornando vítimas irreparáveis do crack. Por falar nisso, em que dia e hora vão começar as obras de construção dos programas inovadores que atendam a juventude em Bauru, já que desde 2002 eles não saíram das salas de discussão? E o sr. Alves, para onde pretende encaminhar as “crianças pobres” depois da meia noite? Não são só crianças pobres que ficam nas ruas badernando. Tem muito filho de rico também.

Se cada um fizesse a sua parte urgente, todos seriam beneficiados. Mas se alguém apresenta uma proposta sempre vem duzentos fazer "discurso inconsistente pra dormitar bovinos ".

Quem critica, faça. Se as políticas sociais forem acionadas por quem de direito, se a polícia tiver liberdade para aplicar medidas que estabeleçam certa ordem, se os pais assumirem a responsabilidade pelos filhos que geraram e assim por diante, as coisas melhoram. Não é porque o sujeito enfrenta problemas em casa que precisa ficar na rua de madrugada. Não é porque não tem opção de lazer que precisa ficar em lugares ermos ou públicos fumando crack. Desde quando fumar crack de madrugada, pichar muros e assaltar pessoas é opção de lazer?

Parabéns ao Esquadrão da Vida pelo trabalho de recuperação de dependentes químicos. Mas será que alguém já ofereceu a eles algum programa inovador que os possibilite ampliar o atendimento aos já irremediavelmente dependentes que são centenas? Será que algum advogado, mesmo que demagógicamente se ofereceu para prestar algum serviço ao Esquadrão?

Situação vexatória e discriminatória é prometer “construir programas inovadores” enquanto a casa já caiu e ninguém viu.

Odete L. Rodrigues

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