Tribuna do Leitor

Ensino religioso nas escolas


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No século XXI, o grande desafio são os relacionamentos. As pessoas se encontram voltadas para si, preocupadas com problemas de ordem financeira, esquecendo-se e deixando de lado a nossa essência espiritual.

Os pais preocupam-se mais com a carreira que seus filhos terão, esquecendo-se da formação moral e ética que é a responsável por regular os relacionamentos sociais. Por esse motivo acabamos vivendo em um mundo repleto de disputas, onde reina o egoísmo, a insensibilidade, a falta de escrúpulos e o preconceito, como se não houvesse lugar para todos e tivéssemos que conviver como inimigos.

Do que então nos vale a educação se ela não pode sanar as mazelas do mundo? Infelizmente gerar mais atrito, onde o mais forte vence o mais fraco e reforçando as diferenças sociais. Há muito tempo que Comenius, o pai da Pedagogia, já se referia à necessidade da formação integral do ser, isto é, desenvolvimento do intelecto, do corpo e da alma.

Como a instituição escolar é responsável pelo processo de educação do ser, onde ocorrem as primeiras experiências sociais em meio a uma diversidade cultural, as aulas de Ensino Religioso não podem ser deixadas de lado. Sem abordar nomenclaturas religiosas, respeitando a cultura de cada indivíduo, o ideal é levar a religião de uma forma universal, trabalhando valores morais e éticos.

Deus não instituiu religião e independentemente do nome que recebe, É Único. Sua Lei é a mesma no mundo todo. Dessa forma, falar e exemplificar o respeito e o amor ao próximo e à natureza, que Deus em sua infinita sabedoria e bondade nos oferece como recurso necessário à nossa existência, é abordar a religião sem privilegiar cultos.

Esta é a verdadeira educação: proporcionar o desenvolvimento intelectual e moral indissociavelmente. Assim o homem almejará para todos, o que deseja para si, pois verá claramente que uma corrente precisa ter seus elos unidos para exercer sua função. E qual é a nossa função? Ligarmo-nos a Deus para colaborarmos na Obra da Criação. Educadores: façamos nossa parte!

Georgia Nogueira

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