Jaú - Numa operação conjunta do Grupo de Atuação Especial para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Núcleo de Bauru e da Polícia Militar de Jaú foram presas ontem três pessoas em flagrante no cumprimento de onze mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária. A ação desbaratou os últimos integrantes do grupo que vinha agindo intensamente na região no comércio ilegal de drogas.
Ontem também foram apreendidos R$ 14 mil em dinheiro e cheques, dois veículos, três motos, vários aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos produto de furto, mais de 20 celulares, um notebook, 187 gramas de cocaína, 123 gramas de crack, 30 gramas de maconha e uma balança de precisão.
Se somar o total já apreendido pelos policiais militares da 1a Cia do 27º Batalhão da PM e promotores de justiça foram 38,44 quilos de drogas: 30,24 quilos de crack, 7,7 quilos de cocaína e meio quilo de pasta-base de cocaína. No total são 34 pessoas presas.
Também incluindo outras operações foram apreendidos R$ 37.211,65 em dinheiro, R$ 170,00 em cheque, uma nota de dez dólares e uma nota de R$ 10,00 falsificada. Doze automóveis foram apreendidos, assim como duas motocicletas e um caminhão.
A ação também localizou 225.159 maços de cigarros de diversas marcas, contrabandeados do Paraguai que fizeram parte da lista de apreensões.
A quadrilha vinha sendo monitorada há cinco meses. Os trabalhos investigatórios se iniciaram após denúncias de que Morilo Fernando Sanchez, o “Gordinho” ou “Paraguai”, estaria no controle do tráfico de drogas e contrabando em Jaú e região.
A partir de levantamento do setor de inteligência comprovou-se a existência do envolvimento de Sanchez com uma facção criminosa, cujos principais integrantes são Hendrigh Wallace Rabelo - preso na Penitenciária de Ribeirão Preto -, Jair Marques da Silva, Carlos Alberto Biscoito e Valtier Donizete Januário.
Segundo o Gaeco, a principal dificuldade é que os principais membros não tinham contato direto com as drogas que vendiam, porque usavam terceiros para transportá-las, guardá-las e entregá-las aos compradores. Durante as buscas ontem no endereço dos acusados foi possível efetuar as três últimas prisões.
O próximo passo do Gaeco será o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público contra todos os autores dos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico identificados durantes as investigações.