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Alunos medirão diâmetro da Terra

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Seria possível medir o diâmetro do planeta Terra utilizando apenas uma vareta de 1 metro de altura e técnicas simples de matemática aprendidas no ensino médio? A resposta é sim. A técnica curiosa não é atual. Ela foi desenvolvida por Eratóstenes, matemático, bibliotecário e astrônomo grego que viveu na Grécia entre 285 e 194 a.C., e será reproduzida, no próximo dia 21, pelos alunos do curso de física da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru em conjunto com 460 escolas da América Latina.

O projeto Eratóstenes foi desenvolvido pela Universidade de Buenos Aires e expandiu-se para esses países com o objetivo de divulgar a importância da física, da astronomia e da matemática, além de motivar os alunos para esses estudos.

A coordenadora do Observatório de Astronomia da Unesp, Rosa Scalvi, que também é professora do Departamento de Física da Unesp, conta que no Brasil o projeto é encabeçado pelo professor Adolfo Langui da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), localizada na Capital do Estado, Campo Grande.

“O professor já trabalhou conosco aqui na Unesp. Então, quando ficou sabendo do projeto, entrou em contato e nós imediatamente passamos o convite para as escolas de Bauru”, ressalta Rosa. As inscrições para as escolas interessadas foram abertas até o dia 10 de junho.

Medição

A medição será realizada ao meio-dia solar, que não é às 12h do nosso relógio comum. “O meio-dia solar é definido através de cálculos e nós verificamos que no dia 21 ele acontecerá por volta de 12h20 e 12h25. Cada escola vai calcular o seu meio-dia solar e executar a medição”, explica a professora.

Então os alunos posicionarão a simples vareta metálica de 1 metro de altura com um suporte de madeira no solo, em pé e em campo aberto, e farão cálculos com a medida da sombra e os ângulos obtidos. “Essa técnica é bem simples e é aprendida no Ensino Médio”, diz Rosa. Atualmente, o diâmetro da Terra mede aproximadamente 39.830 quilômetros.

O resultado obtido será comparado entre escolas próximas que possuam, pelo menos, as mesmas coordenadas geográficas de latitude ou longitude e uma distância de até 400 quilômetros. “A escola que mais se aproximou de nós é uma do Rio Grande do Sul. Nós vamos fazer a medição comparar os resultados e chegar a um número mais aproximado do real”, frisa Rosa.

Outras informações podem ser obtidas através do site oficial do projeto: http://df.uba.ar selecionando a opção: projeto Eratóstenes.

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Móvel

O observatório móvel da Unesp de Bauru, um projeto itinerante da universidade e do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) que leva equipamentos como telescópios e lunetas a várias cidades do interior do Estado de São Paulo, segue agora para Bariri e permanecerá na cidade nos dias 26 e 27 de junho.

Os profissionais do Observatório de Astronomia de Bauru estarão presentes para orientar a população que quiser fazer observações noturnas e aprender um pouco mais sobre a astronomia e meteorologia. “Nós vamos levar o observatório para cidades da região que não tem acesso a esse tipo de informação”, releva Rosa Scalvi.

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Observatório promoverá curso de lunetas para professores

O Observatório de Astronomia da Unesp realizará nos dias 7, 14, 21 e 28 de agosto um curso de lunetas para professores de escolas de ensino público, do Centro de Educação Supletiva de Bauru (Ceesub) e do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceeja) de Bauru.

O curso gratuito ensinará como montar e manusear a luneta que depois de montada será doada as escolas participantes. As inscrições já estão abertas e podem ser efetuadas na Diretoria Estadual de Ensino de Bauru, Ceesub e através do e-mail rosama@fc.unesp.br.

Serão disponibilizadas 30 vagas. Se as inscrições ultrapassarem a quantidade de vagas serão priorizados os docentes de física, ciências, matemática e geografia.

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