A Inglaterra enfrenta a Argélia hoje, às 15h30, no estádio Green Point, na Cidade do Cabo, em partida válida pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Apontados como favoritos ao título antes do início da competição, os europeus apenas empataram na estreia com os EUA e precisam da vitória para continuar sonhando com a classificação às oitavas de final. A equipe africana, considerada a mais fraca da chave, vem de derrota e, em caso de novo revés, estará matematicamente desclassificada.
A semana foi conturbada para o time inglês. As críticas em relação à estreia foram muitas. Até o ex-jogador alemão Franz Beckenbauer atacou o técnico Fabio Capello, dizendo que o treinador fez o futebol da seleção retroceder. O treinador italiano também precisou lidar com a ausência de alguns jogadores nos treinos. O lateral esquerdo Ashley Cole e o atacante Wayne Rooney foram poupados de algumas atividades, devido a lesões. Os dois, porém, têm a escalação garantida.
O caso do zagueiro Ledley King é mais grave. Contundido na estreia, pode até ficar fora do restante do Mundial. O goleiro Green é outro que preocupa Capello. Esse, não por lesão, mas por questões técnicas. O jogador, que cometeu uma falha grotesca na estreia, poderá perder o lugar na equipe. A boa notícia é a volta do meio-campista Barry, recuperado de lesão no tornozelo sofrida no início de maio.
O experiente zagueiro Carragher, que ganhou a vaga de titular devido à lesão de Ledley King, lembrou que este pode ser o último Mundial de boa parte do elenco. “Muitos jogadores do plantel estão na faixa dos 30 anos. Daqui a quatro anos estaremos com 30 e poucos, então pode ser difícil participar do torneio no Brasil. Acho que percebemos que, para muitos de nós, pode ser a última chance”, declarou o jogador, que chegou a anunciar em 2007 sua aposentadoria da seleção. A pedido de Capello, reviu sua decisão.
Apesar do favoritismo inglês, a Argélia diz não temer o adversário e promete surpreender. “Temos vários talentos que podem fazer a diferença. Seremos um verdadeiro perigo para a seleção inglesa. Vamos entrar com muito mais vontade do que contra a Eslovênia”, afirmou Anther Yahia, capitão e zagueiro da seleção.
Os africanos não terão o atacante Ghezzal. O jogador foi responsável por uma das maiores façanhas do Mundial até o momento. Na estreia contra os eslovenos, entrou em campo aos 13min do segundo tempo. Um minuto depois, recebeu o cartão amarelo por fazer uma falta. Aos 27min, tentou interceptar um cruzamento com a mão e levou o segundo amarelo, sendo expulso.
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‘Zebra’ europeia pega Estados Unidos e sonha com vaga
Após surpreender a Rússia na repescagem das eliminatórias europeias, a Eslovênia pode fazer história na Copa do Mundo. Caso vençam os Estados Unidos hoje, às 11h, em Johannesburgo, a zebra europeia garantirá uma das vagas do Grupo C para as oitavas de final.
Até vencer a Argélia por 1 a 0 na estreia, a Eslovênia tinha ambições modestas no Mundial. Menor país entre os 32 que disputam a competição na África do Sul, a Eslovênia estreou em Copas em 2002 e perdeu as três partidas que disputou.
Beneficiada pelo empate por 1 a 1 entre Inglaterra e EUA na primeira rodada, os eslovenos sabem que a partida de hoje é fundamental para a sobrevivência da equipe no Mundial. O time dos Balcãs está otimista, como revela o capitão Koren, autor do gol da vitória contra a Argélia.
“O nervosismo passou, toda a ansiedade desapareceu. Temos um jogo fundamental pela frente, contra a boa equipe dos Estados Unidos. Mas, para nós, é um prêmio enorme estar aqui e jogar uma partida tão importante”, declarou o esloveno. “Agora sabemos que somos capazes de pressionar os nossos adversários”, acrescentou.
Na seleção americana, a partida é considerada crucial para as pretensões da equipe. Um novo empate ainda dará fôlego extra ao atual vice-campeão da Copa das Confederações para o jogo final contra a Argélia, mas o elenco diz que apenas a vitória interessa na segunda rodada.
“É fácil falar que deveríamos nos classificar para a próxima fase e que o grupo é tranquilo, mas sabemos que ele será complicado. Não podemos nos dar ao luxo de subestimar a Eslovênia”, afirmou o capitão e meia Donovan.
Outro a encarar o confronto com os eslovenos como jogo de vida ou morte é o lateral direito Spector. “É um jogo em que nós precisamos conseguir algo, obviamente que preferimos uma vitória, e nos sentimos capazes de fazê-lo. Mas sabemos que eles são uma equipe talentosa, extremamente organizada, então sabemos que não será uma partida fácil.”
Sem desfalques, tanto o técnico da Eslovênia, Matjaz Kek, como o dos EUA, Bob Bradley, devem manter a maioria dos seus titulares na primeira rodada para o jogo de hoje. Será a primeira vez que eslovenos e americanos se enfrentam.