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Copa 2010: EUA e Eslovênia empatam com arbitragem polêmica


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Ao ritmo da frase mais famosa do seu presidente Barack Obama (Yes, We can! ou Sim, nós podemos!), os Estados Unidos mostraram um poder de reação incrível diante da Eslovênia. No primeiro tempo, a equipe do técnico Bob Bradley levou dois gols e ficou na roda. Na etapa final, foi guerreira para arrancar o empate por 2 a 2, no estádio Ellis Park, em Johanesburgo, e só não ganhou graças a um erro de arbitragem.

O resultado frustrou os eslovenos, que chegaram a sentir o gosto da classificação antecipada para as oitavas de final. Ainda assim, o time do leste europeu chega a quatro pontos e lidera o grupo C. Com dois pontos, Estados Unidos começam a virar o “rei dos empates” na Copa do Mundo. A rodada de definição do grupo, na quarta-feira da semana que vem, vai reunir os confrontos entre Eslovênia x Inglaterra e Estados Unidos x Argélia. A partidas estão marcadas para 11h.

O jogo

O início do encontro entre eslovenos e norte-americanos mais parecia um clássico decisivo entre Argentina e Uruguai. Na primeira disputa no meio-campo, Ljubijankovic levou uma cotovelada de Bradley e foi a nocaute. Inseguro, o árbitro Koman Coulibaly, de Mali, decidiu contemporizar.

Os norte-americanos tinham razão em se preocupar com o adversário europeu. Dona de um eficiente toque de bola, a Eslovênia envolveu o rival e chegou ao gol rapidamente. Aos 13 minutos, Birsa recebeu com liberdade nas costas dos volantes da defesa e mandou a bomba de perna esquerda. A Jabulani partiu decidida ao canto esquerdo do goleiro Howard, que ficou sem reação.

Os Estados Unidos demoraram a entender o ritmo do jogo e pressionaram a partir dos 30 minutos. Primeiro, o canhoto Torres mostrou habilidade em cobrança de falta da meia direita e deu trabalho ao goleiro rival. Em seguida, Donavan estava livre na pequena área e tinha tudo para marcar, mas Brecko cortou de forma providencial o cruzamento que estava na direção do camisa 10 norte-americano.

Bem armada, a Eslovênia foi letal no contra-ataque e comemorou o segundo aos 42 minutos. A defesa norte-americana cochilou e permitiu Ljubijankovic invadir a área livre e rolar por baixo de Howard. Os norte-americanos reclamaram de impedimento no lance e foram furiosos para o descanso do intervalo.

No segundo tempo, Feilhaber e Edu foram as novidades na formação norte-americana. Mas os Estados Unidos diminuíram através de um jogador que já estava em campo. Aos três minutos, Donovan invadiu a área pela direita e, sem cerimônia, fuzilou. O goleiro Handanovic se assustou com o torpedo e desistiu de tentar a defesa. Ele preferiu virar o rosto para evitar o contato com a Jabulani.

O gol fez os norte-americanos buscarem com ímpeto a igualdade. Na base do abafa, chances foram criadas, mas a meta da Eslovênia permanecia intacta. Bem posicionado e concentrado, Handanovic brilhava com importantes defesas. No fim, os norte-americanos apelaram para uma formação mais ofensiva e, enfim, alcançaram o empate. Michael Bradley, filho do técnico Bob Bradley, deixou tudo igual em um chute de bico. Para completar, Edu chegou a decretar a virada, só que a arbitragem anulou o lance sem muita explicação.

Revolta

Comissão técnica e jogadores americanos deixaram o gramado do estádio Ellis Park revoltados com o trabalho do árbitro Koman Coulibaly, de Mali. O motivo: um gol anulado no fim da partida que iria assegurar o triunfo. No lance, Donavan cobrou falta da direita para Maurice Edu balançar as redes. O árbitro apontou impedimento do meio-campista norte-americano. “Até agora, ninguém sabe o que esse árbitro marcou no momento do nosso terceiro gol”, esbravejou o técnico Bob Bradley.

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