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Queima da cana agrava as condições do ar no Interior


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As queimadas, sobretudo para a colheita da cana-de-açúcar, estão entre as causas da alta concentração de ozônio no Interior do Estado de São Paulo, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De 32 regiões avaliadas no Estado, 25 estão saturadas por ozônio. Desde o início do mês, São Paulo lidera o número de focos de calor no País, segundo dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As regiões com concentração de ozônio em vias de saturação, Araraquara, Bauru, Jaú, São José do Rio Preto e Araçatuba, são as que mais colhem cana com o uso do fogo. São Paulo tem a maior área plantada com cana no País e a safra está no pico.

A prática foi reduzida em Ribeirão Preto e Piracicaba, onde já prevalece a colheita mecanizada. O Estado registrou, na quinta-feira, 286 focos de queimadas, à frente do Mato Grosso (203 focos) e de Goiás (104).

O monóxido de carbono produzido pelas queimadas, e também pela queima do combustível nos veículos, entra em reação com outros gases e produz o ozônio de superfície, segundo técnicos do ICMBio.

Para evitar o agravamento das condições do ar, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado restringiu a queima de cana durante o dia. Portaria em vigor desde o último dia 1 limita a queima programada ao período das 20h às 6h.

A alta concentração de ozônio prejudica a saúde da população – os sintomas podem ir desde o aumento de mortes prematuras de pessoas com doenças respiratórias até tosse seca e cansaço.

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