Tribuna do Leitor

A SAGA DE UM VENCEDOR


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Quando ele tinha 11 anos seu pai, viúvo com 8 filhos, casou-se com viúva com cinco filhos. Tiveram mais 2. A família passou dificuldades financeiras. Com 20 anos, em 1939, saiu de Lençóis Paulista e foi servir no Forte Itaipu (Praia Grande). No Exército teve instrução acadêmica. Inteligente e dedicado, foi soldado, cabo, sargento e subtenente. Aos 38 anos chega a 2.º tenente. Em 1959 veio para a 6.ª CSM (Bauru). Foi promovido a 1.º tenente e capitão. Em 1970 vai para reserva, com proventos no posto de major. Recebeu as seguintes medalhas: 1) de Guerra;

2) de Bronze (10 anos de bons serviços);

3) de Prata (20 anos de bons serviços)

4) de Ouro (30 anos de bons serviços);

5) Maria Quitéria;

6) Marechal Hermes, por ter obtido o 1.º lugar (média 9,2) na Escola de Artilharia de Costa, no Rio de Janeiro.

 Com ele aprendi a ser assíduo e pontual no trabalho, fazer tudo com zelo, que não devemos ser escravos do dinheiro (ambição desenfreada), pagar dívidas em dia, gastos com alimentação em 1o. lugar (em 2.º com roupas, em 3.º com lazer), doar coisas que não se use, e não as vender. Em homenagem a ele dei o nome de Roberto Américo dos Santos Vieira ao meu primogênito (e seu  1.º neto). A espada e as  medalhas dele estão com este meu filho. Faz um lustro que Roberto Vieira morreu (23/6/2005) mas sua presença vive em nossos corações.

Gilberto Sidney Vieira - professor

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