Atenas - Uma bomba explodiu ontem na Grécia a 25 metros do escritório do ministro responsável pela segurança do país. O artefato chegou ao sétimo andar do prédio do ministério da Ordem Pública disfarçado como um presente.
O assessor que abriu o pacote morreu. O ministro Michalis Chryssohoidis estava em seu escritório e não sofreu dano. Ele disse que o pacote estava endereçado a ele e que vai punir os responsáveis.
Nenhum grupo extremista, dos vários que existem no país, reivindicou a autoria do atentado. O governo grego enfrenta instabilidade política com as medidas de austeridade que tomou para recuperar a economia do país, afetada por altas dívidas. Nos últimos meses, milhares de manifestantes tomaram as ruas da capital Atenas.
Em maio, três pessoas morreram em um ataque a bomba durante uma manifestação contra os planos de austeridade do governo. Em março, em outro ataque a bomba, um menino de 15 anos foi morto, seu pai e sua mãe feridos.
Antiguerrilha
Antes do ápice da crise econômica, porém, o país já experienciava atentados organizados por grupos anarquistas e de esquerda.
De fabricação caseira, as bombas passaram a ser mais usadas após um adolescente ser morto pela polícia em fortes embates que ocorreram em 2008. Elas eram colocadas durante a noite e raramente causavam mortes.
Quando assumiu o cargo em 2009, Chrysohoidis disse que acabaria com essas organizações. Neste ano, seis pessoas foram presas suspeitas de pertencer ao grupo Luta Revolucionária.
Em 2002, em outro turno no ministério, ele desmantelou a violenta guerrilha grega Novembro 17.