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Copa 2010: Uruguai e Coreia do Sul abrem oitavas


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O duelo das oitavas-de-final da Copa do Mundo entre Uruguai e Coreia do Sul marca o reencontro das duas seleções em Mundiais após 20 anos. Bicampeão mundial, o time uruguaio é favorito, mas os sul-coreanos acreditam que podem surpreender e avançar às quartas.

O confronto entre sul-americanos e asiáticos abre a fase eliminatória do Mundial da África do Sul. As duas equipes se enfrentam hoje, em Port Elizabeth, às 11h.

Na Copa de 1990, na Itália, Uruguai e Coreia do Sul se enfrentaram na última rodada da fase de grupos, e os sul-americanos venceram por 1 a 0. O retrospecto de confrontos amistosos entre as duas equipes também é amplamente favorável aos uruguaios: três vitórias e um empate em quatro jogos disputados.

A consistência de jogo dos uruguaios na primeira fase aumentou a confiança do grupo para o mata-mata. A equipe sul-americana não alcançava as oitavas desde 1990, quando foi eliminada pela Itália. Depois disso, a equipe participou apenas da Copa de 2002, na Coreia e no Japão, e fracassou na fase de grupos.

“Se analisarmos o histórico das seleções uruguaias nos últimos Mundiais, só podemos ficar absolutamente satisfeitos. Ficou claro ao longo de toda a primeira fase que somos um adversário complicado para qualquer seleção”, afirmou o treinador Oscar Tabárez.

Hoje, ele poderá contar com o defensor Godín, que ficou fora da vitória por 1 a 0 sobre o México na última rodada do Grupo A devido a uma infecção intestinal. Substituído por lesão no segundo tempo do jogo contra os mexicanos, o apoiador Álvaro Pereira também estará à disposição do treinador hoje.

Embora não tenha revelado o time titular, Tabárez afirmou que o Uruguai manterá o mesmo padrão de jogo “contra a Coreia ou qualquer outro rival.”

Apesar do favoritismo uruguaio, o técnico Huh Jung-Moo acredita que a Coreia do Sul tem as mesmas chances de avançar às quartas que os sul-americanos. A única vez em que os sul-coreanos chegaram à fase eliminatória de Mundiais foi em 2002, quando foi uma das anfitriãs e avançou até às semifinais.

“Podemos alcançar a próxima fase, as chances são de 50% para cada equipe”, afirmou o treinador. Jung-Moo admitiu, porém, que precisa aprimorar o sistema defensivo de sua equipe. “O Uruguai é uma equipe muito boa na defesa. Já nós, reconheço, deixamos espaços demais para nossos adversários.”

Principal jogador sul-coreano, o armador Park Ji-Sung, do Manchester United, também demonstra confiança. “Reconheço que é muito difícil chegar às oitavas-de-final e pude perceber o quanto o futebol sul-coreano evoluiu ao ver a equipe superar a pressão. Agora que atingimos a nossa primeira meta, vamos nos preparar para a próxima e vencer”, afirmou.

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EUA tenta confirmar o favoritismo

EUA e Gana fazem hoje, às 15h30 (de Brasília), no estádio Royal Bafokeng, em Rustenburgo, um dos duelos pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo. Os americanos chegam como favoritos para a partida. Estão invictos na competição e terminaram a primeira fase na liderança do Grupo C, deixando a badalada Inglaterra na segunda colocação. O classificado deste confronto pegará nas quartas-de-final o vencedor do jogo entre Uruguai e Coreia do Sul, que também será disputado hoje, às 11h (de Brasília).

O poder de reação e a persistência vêm sendo os pontos fortes da equipe americana. Na estreia contra os ingleses, levou um gol logo aos 4min do primeiro tempo, reagiu e conseguiu o empate. Na partida seguinte, contra a Eslovênia, foi para o intervalo já perdendo por 2 a 0. No segundo tempo, não só buscou a igualdade, como quase virou o placar. No terceiro jogo, contra a Argélia, conseguiu o gol da classificação aos 46min da segunda etapa, quando todos já davam como certa a eliminação.

Alheios ao futebol até há alguns anos, os americanos vivem um clima de euforia com o esporte. A audiência televisiva bate recordes a cada partida. O meia Donovan, autor do gol da classificação, foi alçado ao posto de herói por jornais e emissoras. Até o presidente Barack Obama se sensibilizou e telefonou para parabenizar a delegação ontem à noite. O ex-presidente Bill Clinton também aderiu à “onda ufanista” e se juntou à torcida na África do Sul. Após o triunfo dramático sobre os argelinos, ele visitou os vestiários dos jogadores no estádio Loftus Versfeld, em Pretória.

“Estamos escrevendo a história do futebol nos EUA. Quando você tem um grupo de jogadores como este, que acredita, que treina e compreende o que é jogar em alto nível, as coisas caminham mais facilmente”, afirmou o técnico Bob Bradley, também entusiasmado com a boa campanha.

Gana se classificou na segunda colocação do Grupo D, atrás da tricampeã mundial Alemanha. A seleção tenta repetir os feitos de Camarões, em 1990, e Senegal, em 2002, únicos africanos que já chegaram às quartas-de-final. Os jogadores esperam contar com o apoio da torcida local. “Estou muito triste de ver os outros times africanos eliminados. Mas nós vamos representar o continente”, declarou o zagueiro Paintsil.

O atacante Gyan, autor dos dois únicos gols de Gana no Mundial, fez vários elogios ao adversário de hoje, mas está confiante na classificação. “Os EUA são muito fortes, correm muito, têm bom físico. Nós temos bons jogadores, é por isso que temos confiança em nós mesmos”, afirmou. EUA e Gana se enfrentaram na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, pela última rodada da primeira fase. Na ocasião, os africanos venceram por 2 a 1 e avançaram às oitavas de final. Os americanos acabaram eliminados.

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