Tribuna do Leitor

Seu, meu, nosso!


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Você sabe o que nos difere de um outro povo? O que une ou separa os indivíduos de tantas partes do mundo? Para conhecermos um povo recorremos ao estudo de seus hábitos, sua forma de expressão cultural e religiosa, seus valores e sua história, compondo um todo que denominamos de cultura.

A cultura inclui conhecimentos, construções arquitetônicas, artes, moral, leis, costumes, hábitos e qualquer outro tipo de manifestação que possa expressar a vida de um povo. Essas manifestações que, em verdade, são a própria identidade de uma sociedade, exprimem sentimentos comuns e manifestam uma particular singularidade, o que por isso só abrange um grande valor humanístico.

O século 20 é marcado por movimentos políticos mundiais de preservação do patrimônio cultural de tal modo que é correto afirmar que, hoje, a preservação desta identidade popular é uma das funções do Estado, e acima de tudo um dever de toda a sociedade.

O Constituição Brasileira estabelece que o patrimônio cultural é formado por bens de natureza material e imaterial, tomadas individualmente ou em conjunto, portadores de referência a identidade, ação, memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, tendo como sujeito deste interesse toda a sociedade (comunidade).

Esses bens materiais e imateriais que formam o nosso patrimônio cultural são os modos específicos de criar e fazer, as construções referenciais e exemplares de tradição brasileira, incluindo bens imóveis (igrejas, casas, praças, conjuntos urbanos) e bens móveis (obras de arte ou artesanato); as criações imateriais como a literatura e a música; as expressões, modo de vida, a linguagem e os costumes; os locais dotados de expressivo valor para a história, assim como as paisagens e as áreas de proteção ecológica da fauna e flora.

Todo o trabalho de dar acessibilidade aos bens culturais e a distribuição destes, bem como a proteção, a preservação e a difusão do patrimônio cultural brasileiro, cabe ao governo federal por meio do Ministério da Cultura. Não só, mas além do Estado, também a sociedade, o povo deve promover e proteger o patrimônio por meio de vigilância e tombamentos entre outros meios, pois quando se preserva legalmente e na prática o patrimônio cultural, conserva-se a memória do que fomos e do que somos, nossa própria identidade cultural. Por isso, os patrimônios culturais não são só meu, são seus, são nossos!

Paulo Otávio Arcomim Bueno - estudante do curso de Filosofia pela USC

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