Toronto - O Grupo dos Oito (G8, sete países mais ricos e Rússia) lamentou as mortes produzidas pelo ataque israelense contra a frota que levava ajuda humanitária a Gaza no dia 31 de maio e disse que o bloqueio atual do território “não é sustentável e deve ser modificado”.
Em seu comunicado final, emitido após a Cúpula que o G8 realizou nos dois últimos dias na região canadense de Muskoka, ao norte de Toronto, o grupo também aplaudiu “a decisão do governo de Israel de estabelecer uma comissão pública e independente de investigação” sobre o ataque.
O G8 também elogiou o anúncio israelense “de uma nova política para Gaza como um desenvolvimento positivo”. “Pedimos a implementação total e efetiva desta política para responder às necessidades da população de Gaza de produtos humanitários e materiais de reconstrução civil e infraestrutura e de atividade econômica legal”, explicaram.
Além disso, o grupo também reconheceu que as “preocupações legítimas de segurança de Israel devem seguir sendo protegidas” e solicitou a “libertação imediata” do soldado israelense Gilad Shalit que se encontra nas mãos do Hamas na Faixa de Gaza.
‘Transparência’
A cúpula terminou com uma condenação à “falta de transparência” das atividades nucleares do Irã e ao ataque da Coreia do Norte ao navio sul-coreano. A Coreia do Norte afundou a corveta sul-coreana Cheonan, em 26 de março, o que culminou na morte de 46 pessoas. Pyongyang nega a responsabilidade pelo incidente, apesar de uma investigação ter demonstrado o contrário.
Os líderes dos oito países mais industrializados também advertiram ontem que a recuperação da economia ainda está ‘frágil” e que a crise econômica comprometeu os objetivos de desenvolvimento do milênio das Nações Unidas.
O G8 se reuniu na cidade de Huntsville, no Estado de Ontário, anteontem e ontem. O grupo maior do G20 (20 países mais ricos do mundo) teria conferências ontem e hoje, em Toronto.
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G20
Toronto - Um esboço do comunicado do G20 diz que os governos concordaram em reduzir pela metade seus déficits até 2013, segundo disse uma fonte do grupo ontem. O esboço afirma também que os países concordaram em estabilizar ou reduzir a relação dívida-PIB até 2016.
“Por um lado precisamos arcar com os planos de estímulos existentes... ao mesmo tempo em que eventos recentes destacam a importância de finanças públicas sustentáveis”, afirma o texto.
“Há necessidade de todos os países de se unirem em planos bem estruturados, respaldados e propícios ao crescimento para se obter a sustentabilidade fiscal diferenciada e adaptada para as circunstâncias nacionais.”