As polêmicas alianças eleitorais entre os presidenciáveis podem poupar os eleitores dos habituais ataques de adversários. Isso porque os partidos optaram pela união com ex-rivais e históricos fichas-sujas.
As pré-campanhas do PT e do PSDB à presidência da República contam, por exemplo, com Fernando Collor (PTB-AL), ex-presidente que sofreu impeachment em 1992, e Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-aliado de Collor que renunciou à presidência do Senado por causa de denúncia de que uma construtora bancava suas contas, do lado petista.
Já os tucanos, não hesitaram em se aliar a Orestes Quércia (PMDB-SP), um desafetos de Serra e Ex-governador de São Paulo, condenado em novembro do ano passado pelo STF a devolver R$ 69 mil aos cofres públicos. Hoje, ele é candidato ao Senado pelo PMDB. O PSDB também é aliado de Roberto Jefferson (PTB-RJ), réu em processo do Mensalão que tramita no STF, acusado de pegar dinheiro do PT e não revelar a quem entregou
Em São Paulo, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, se encontrou com o deputado federal Paulo Maluf (PP), ex-governador de São Paulo preso pela Polícia Federal em 2005 e incluído este ano na lista de procurados da Interpol.
Guerra fez as cortes de Serra para conquistar o apoio do PP, que já se bandeou para o PSDB no Rio Grande do Sul. Maluf prometeu se empenhar pela presença do senador Francisco Dornelles na vice da chapa tucana. As núpcias de fogo incluem ainda a associação Serra & Orestes Quércia (PMDB).
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Serra diz que questão do
vice será resolvida logo
Santos - O candidato do PSDB à Presidência, José serra, afirmou ontem que a polêmica sobre a escolha de seu vice é “normal” e será resolvida nos próximos dias. No entanto, ele não quis comentar a reação do DEM à indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). “É normal em política que, em certas situações, apareçam algumas dificuldades.”
Serra assistiu ao jogo do Brasil e Chile num telão na Vila Belmiro, estádio do Santos Futebol Clube, acompanhado pelo candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, e pelos candidatos ao Senado, Orestes Quércia (PMDB) e Aloysio Nunes Ferreira (PSDB).