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Lula celebra força do Mercosul na Copa

Folhapress
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São Paulo - O presidente Lula está torcendo para que as semifinais da Copa do Mundo tenham apenas times sul-americanos. Em evento em São Paulo ontem, ele comemorou o resultado do Paraguai nas oitavas de final.

Os paraguaios avançaram ontem às quartas após vitória sobre o Japão, nos pênaltis, depois de empate sem gols no tempo regulamentar e na prorrogação. “Acho que vamos ter quatro países do Mercosul nas semifinais”, afirmou Lula. O Paraguai venceu o Japão por 5 a 3 nos pênaltis ontem.

Agora, o Paraguai encara a Espanha nas quartas de final, em duelo marcado para às 15h30 (horário de Brasília) de sábado. Os outros jogos da próxima fase serão Brasil x Holanda, Argentina x Alemanha e Uruguai x Gana, todos com times do continente sul-americano.

A Itália foi eliminada logo na primeira fase após ficar na última colocação de um grupo que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia.

Ao lado do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, Lula lamentou o fato de a Itália ter sido desclassificada do Mundial, afirmando que gostaria de ver uma final entre o Brasil e a seleção tetracampeã.

Battisti

Ao lado de Berlusconi, o presidente Lula silenciou ontem sobre uma possível decisão no caso da extradição do ex-ativista italiano Cesare Battisti. “Eu tenho dito desde o primeiro dia que só me pronunciarei sobre o caso quando os autos do processo estiverem no meu gabinete com o parecer da AGU, que é quem vai me orientar”, esquivou-se Lula, após participar do seminário Brasil - Itália, na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), na Capital paulista.

De acordo com o presidente, não há prazo para que seja anunciada sua decisão. Ele ressaltou que sua posição se dará “independentemente do processo eleitoral”. Para Lula, a decisão é de cunho estritamente jurídico e não político. E, por isso, as relações entre Brasil e Itália não seriam afetadas caso o ex-ativista permaneça no País.

Passaram sete meses desde a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de anular o status de refugiado de Battisti e autorizar sua extradição, mas o processo ainda não chegou ao fim.

O italiano Cesare Battisti, ex-membro do grupo radical de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), é acusado de quatro assassinatos na Itália. Depois de condenado à prisão perpétua, fugiu do país em 1981. Passou pela França e pelo México. Chegou ao Brasil em 2004. Em março de 2007, acabou sendo preso no Rio por falsificação de documento e uso de passaporte falso. No mesmo ano foi transferido para uma prisão em Brasília. Desde então, a Itália pede sua extradição, autorizada em novembro passado pelo Supremo Tribunal Federal, que deixou a decisão final para o presidente da República.

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Berlusconi causa saia-justa

São Paulo - O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, causou um saia-justa ontem, em visita ao Brasil, ao afirmar que o presidente Lula irá voltar a governar o País em 2015. “O presidente Lula tem 62 anos. Agora ele vai descansar quatro anos, obrigatoriamente. Dali a quatro anos, vai poder trabalhar por mais oito anos pelo bem do Brasil. E chegar à idade de 74 anos jovem, cheio de energia, como eu”, disse ele durante discurso em evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Em seguida, no entanto, durante uma coletiva, Lula descartou a possibilidade. Ele afirmou não ter conversado com Berlusconi sobre o assunto e reiterou que todo presidente eleito merece uma chance de reeleição. “Quando você tem um político mau-caráter, ele elege ou uma pessoa muito fraca ou prefere que a oposição ganhe para que ele volte dali a quatro anos. Eu estou elegendo uma pessoa (Dilma Rousseff) que eu considero o que eu tenho de melhor. E portanto ela tem direito de pleitear o segundo mandato, como prevê a Constituição brasileira. E eu me contentarei em ser cabo eleitoral pela segunda vez”, afirmou.

O petista também negou a intenção de assumir um cargo na Organizações das Nações Unidas (ONU) após deixar a Presidência. Segundo ele, essa interpretação é um equivoco muito grande do diário britânico “The Times”. Em março, o diário informou que Lula estaria considerando a possibilidade de suceder Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral da ONU.

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