O pernambucano Siba e o mineiro Roberto Corrêa são músicos que representam a renovação técnica e estética da rabeca e da viola. Juntos no show “Violas de Bronze” – que dá nome ao álbum gravado pelos artistas -, eles mostram a riqueza e o virtuosismo destes instrumentos hoje à noite.
A apresentação será realizada no Serviço Social do Comércio (Sesc), às 20h30, com entrada gratuita.
Siba e Roberto Corrêa sempre utilizaram instrumentos populares e, além de amigos, têm muitos interesses comuns na música, mas é a primeira vez que gravaram um disco juntos.
Um trabalho autoral, só com composições próprias, mas com raízes nas tradições brasileiras pelas quais ambos são pesquisadores apaixonados. “Violas de Bronze” traz interpretações ao som de diversificadas violas como a caipira, a de cocho e a nordestina, apoiadas integralmente pela rabeca.
“Foram oito anos até se materializar esse disco. Um trabalho pautado na fusão de estilos de instrumentistas e compositores que criaram sua própria assinatura em cima de tradições estabelecidas”, dizem os músicos, em material de divulgação.
Isso pode ser conferido em faixas como a dobradinha “Caninana do Papo Amarelo” e “Jararaca Chateadeira”, de Roberto e em “Casa de Reza” e “Da Espera”, de Siba.
De família de violeiros, o mineiro Roberto Corrêa assumiu sua lida: divulgar a viola caipira pelo Brasil e pelo mundo. Com nove discos lançados (um deles inaugurou a série Traditional Music of the World, na Alemanha), um Prêmio Sharp e apresentações que vão do Japão, China a Itália e Cuba e mais uma dezena de países, o músico tem a alma do sertão brasileiro e ponteia sua viola caipira de erudição e mistério.
A carreira de violeiro, formado em Física e Música, começou em 1983, ano em que publica também o primeiro livro sobre a viola no Brasil, “Viola Caipira”, resultado de seus quase quatro anos de pesquisa na universidade.
O cantor, compositor e rabequista Siba Veloso, ex-líder da banda de forró Mestre Ambrósio, vive fidedignamente a cultura popular que se propôs a tocar.
Diferentemente dos colegas mangueboys, deixou de lado todas as facilidades das metrópoles onde já morou (Recife e São Paulo), para se instalar em Nazaré da Mata junto à banda que ajudou a fundar, A Fuloresta. Em 2008, o músico foi um dos artistas como o maior número de indicações ao Prêmio Tim de Música: Melhor Disco Regional, Melhor Cantor Voto Popular, Melhor Projeto Visual e Melhor Cantor Regional – sendo os dois últimos conquistados por ele.