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Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Há 14 anos, Silvana Rodrigues Camanho comprou uma máquina de costurar luvas e começou o trabalho em sua própria casa. Atualmente, ela tem dez funcionários e já pensa em sair da garagem e ocupar um barracão. Ela é uma das terceirizadas que produzem de 10 a 12 mil pares de luvas por mês.

O ganho com a costura de luvas de raspa de couro é suficiente para que a costureira sustente sua família. “Cada máquina custa em média R$ 4 mil. Meu ganho varia conforme a época. Na "safra" consigo ganhar até nove salários mínimos. Na entressafra, de dois a três.”

A profissão foi uma escolha de Silvana. “Na época eu tive que escolher entre ser doméstica ou costurar luvas. Optei pela segunda e não me arrependi. Comecei aqui em casa, onde ainda estou, mas no final do ano quero sair. Pretendo construir um barracão, porque aqui ficou pequeno.”

Acostumada a vencer desafios, ela diz que se os empresários do couro optarem por outro tipo de confecção, "vai encarar.” "Eu sou costureira e adoro desafios. Se eles optarem por criar outras peças, vou encarar. Desse segmento não saio.”

Para ela, o segredo de qualquer costura é o capricho. “Eu oriento todas as funcionários e faço o controle da qualidade. As luvas exigem costuras nas beiradas que eliminam os cortes.”

A costureira diz que nesse mercado é importante estar sempre atualizada. “Faço todos os cursos de atualização. Não posso ficar para trás.”

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