Bairros

Casa explode e morador fica ferido

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 4 min

Uma explosão causada por substâncias e motivos ainda desconhecidos pela polícia destruiu os cômodos de uma residência anteontem, por volta das 23h10, na Vila Independência. As telhas da cobertura do imóvel, assim como as janelas, ficaram estilhaçadas. Apesar dos estragos, a explosão não provocou incêndio, mas deixou um dos moradores, o comerciante Luiz Nobre Costa Soares, 28 anos, com vários ferimentos pelo rosto e corpo.

No interior do imóvel também estava a mãe da vítima, a comerciante Maria Isabel Nobre, 53 anos, que dormia em seu quarto no momento da explosão, mas saiu ilesa. A causa da explosão só será conhecida quando for emitido o laudo da perícia técnica feira pela Polícia Científica.

A explosão aconteceu na quadra 2 da rua Militiano Martins, na Vila Independência. A ocorrência movimentou até o local o Corpo de Bombeiros, as polícias Militar e Civil, além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A casa, que é vizinha à quadra de esportes de uma escola estadual, foi interditada pela Polícia Científica. No quintal havia vidros e pedaços de telhas estilhaçadas. Segundo a polícia, o incidente teria acontecido no quarto de Luiz. Com o impacto, uma parede do quarto foi ao chão.

“Experiências”

De acordo com relatos de Maria Isabel, Luiz gostava de fazer “experiências” com diversos tipos de substâncias líquidas, mas não soube especificar quais teriam sido utilizadas no suposto experimento.

“Ele sempre teve curiosidade e gosta de manipular elementos químicos, até almejava fazer o curso de química”, afirma Maria Isabel, que dormia no momento da oclusão, quando, após o tremendo estrondo, socorreu o filho, que tinha o rosto muito machucado e queimaduras em um dos braços.

“Eu fiquei atordoada no momento da explosão, não me lembro de muita coisa. Só recordo que acordei com o guarda-roupa em cima de mim e ouvi meu filho gritando por socorro”, relata.

O coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, relata que, mesmo morando a cinco quadras do local do incidente, foi possível sentir o impacto da explosão.

“O barulho foi tão grande que abrangeu um raio de 4 a 5 quilômetros, deu para ouvir da minha residência”, afirma. A vizinha Roseli Batista Ferreira, que mora em frente ao imóvel que explodiu, conta que as paredes de sua casa, assim como a imagem da televisão, chegaram a tremer após o estrondo.

“Foi assustador, o barulho foi muito grande mesmo, mas não tenho noção do que poderia ter causado essa explosão”, diz.

Luiz foi conduzido ao Pronto-Socorro Central e, ontem, transferido para o setor de queimaduras do Hospital Estadual de Bauru. Ele teve queimaduras de segundo grau no braço direito e permanece internado em estado estável.

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Loja de fogos

Outra explosão ficou na memória de muitos bauruenses há três anos. O caso ocorreu em 3 de abril de 2007, quando uma loja de fogos de artifícios explodiu no Parque Vista Alegre.

Apesar da explosão ter gerado impactos em um raio de aproximadamente 50 metros e ter sido ouvida por quem estava a três quilômetros de distância, apenas duas pessoas ficaram feridas.

Além da loja de fogos, que estava fechada, o sobrado acolhia um salão de beleza e mais quatro apartamentos, sendo um deles habitado pela proprietária da loja, Maria de Fátima Ostti.

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Imóvel pode ser demolido, diz Defesa

Devido ao impacto da explosão, a casa de Maria Isabel Nobre e Luiz Nobre Costa Soares corre sério risco de desabamento, conforme avalia Álvaro de Brito, da coordenador da Defesa Civil.

“O impacto foi muito forte, atingiu um raio de 4 a 5 quilômetros, colocando em risco não só as próprias vítimas, mas as pessoas que moram nas mediações. É uma situação preocupante”, afirma.

O delegado-assistente de polícia Márcio José Alves, da Delegacia Seccional de Bauru, disse que não há indícios do que causou a explosão.

“A perícia técnica esteve no local e, através do laudo que será divulgado por ela, vamos levantar as possíveis pistas que provocaram o incidente”, informa. De acordo com Alves, os moradores da casa, assim como as testemunhas, serão chamados a prestar depoimentos à polícia. “Ainda não ouvimos as pessoas envolvidas, que também irão nos ajudar nas investigações”, diz.

Se Luiz Nobre Costa for identificado como autor da explosão, poderá ser indiciado na modalidade dolosa ou culposa, que dependerá também do tipo de substância utilizada no momento em que ocorreu a explosão. O caso está sendo investigado pela 1.ª Delegacia de Polícia de Bauru. O laudo técnico, que indicará as possíveis causas da explosão, ainda não foi divulgado.

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