Política

Netinho quer ir além da representação dos guetos

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 1 min

O cantor e apresentador de televisão Netinho de Paula (PC do B) acredita que sua candidatura a uma das duas vagas de São Paulo ao Senado vai suplantar a questão da representação racial. “O Senado é uma casa que precisa de renovação e precisa eliminar conservadorismo, discutir temas com conteúdo mais social e ser a representação de temas nacionais, como a preparação para a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016”, apresenta.

Netinho conta que passou a estudar sociologia como um elemento adicional de preparação para ingressar na vida pública, mas não esconde que vai investir na relação com os negros e os moradores da periferia para alavancar sua candidatura. “Eu tenho natural relação com este meio e é natural que eu me esforce para representar as minorias, o gueto, sem receio. O Senado acaba de fazer mudanças prejudiciais às minorias na votação do estatuto de igualdade racial, o que demonstra que faltou entendimento deste problema, faltou representação lá. A mudança para avançar na questão étnica no Brasil não foi compreendida”, aborda.

Sobre cotas para negros nas universidades, Netinho diz: “Duas questões precisam ser discutidas neste assunto. Existe confusão entre cotas sociais e raciais. As cotas raciais é admitir que a história não conseguiu ao longo desses anos tratar de uma comunidade que ajudou a construir o Brasil e que saiu inclusive sem terra disso, por isso em parte as favelas até. Outra questão é a social. Brancos e negros estão na periferia. Por isto é que o estatuto ficou fragmentado”, finaliza.

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