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500 escoteiros invadem faculdade

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Eles chegaram aos poucos, sem fazer muito alarde, carregando a bandeira do grupo. Devagar foram levantando as barracas. Uma aqui, outra ali e, em questão de minutos, eram dezenas, quase uma centena. De repente, as dependências da Faculdades Integradas de Bauru (FIB) estavam tomadas por cerca de 500 escoteiros vindos de várias partes da região para as comemorações do centenário do escotismo no Brasil.

Eles ficarão acampados até o próximo domingo. Nesses três dias, desenvolverão várias atividades, cujo propósito é valorizar o trabalho em equipe, o companheirismo, o respeito e a vida ao ar livre, entre outros valores.

Além dos dois grupos de escoteiros de Bauru, o Tiradentes e o Guia Lopes, o evento reúne também grupos de Marília, Garça, Bariri, Barra Bonita, Jaú e Botucatu. Entre os participantes estão crianças, adolescentes, jovens e adultos. É uma faixa etária bem variada, que vai dos 7 anos aos 70, ou algo próximo a isso.

Os escoteiros Pedro Alves Nunes e Thales Coelho têm mais coisas em comum do que apenas a idade, ambos têm 14 anos. Eles quase não dormiram na noite anterior ao início do acampamento por causa da ansiedade. Pularam da cama por volta das 5h da madrugada. Não conseguiram mais dormir. Eles não viam a hora de amanhecer o dia e encontrar os novos e antigos amigos, de outros acampamentos.

Tudo era motivo de festa: os amigos, as competições e a aventura de dormir em barracas. “É uma delícia”, afirma Pedro. Na opinião dele, além do divertimento, das amizades e do prazer de fazer coisas fora da rotina, o encontro dos escoteiros é sempre um aprendizado social. Para Thales é também um momento de enriquecimento cultural.

“Inspeção humana”

E por que não um momento de testar se as táticas para a paquera estão funcionando. Com tantas meninas bonitas circulando pelo acampamento, não tem como ficar indiferente. Com algumas horas de evento, Pedro e Thales já haviam chegado a uma conclusão. “As meninas de Marília são as mais bonitas, principalmente aquelas das barracas com as cores vermelha e amarela.” Conclusão: já haviam inspecionado o terreno e definido o alvo das paqueras.

Os chefes de alcateia Érica Cristina Moura e Sidinei Silva Moura sabem muito bem o poder que os acampamentos têm sobre a vida sentimental dos jovens. Eles próprios se conheceram nesses encontros, apaixonaram-se, noivaram e casaram. O sentimento entre eles, além de recíproco, foi avassalador. Em três meses ficaram noivos e em um ano estavam casados.

Hoje, eles têm dois filhos, Amanda, 15 anos, e Otávio, 10 anos. E ambos também são escoteiros. Para Érica, um dos motivos que levam as pessoas a gostarem tanto do escotismo são “as amizades verdadeiras” que se constroem dentro do grupo.

“(O grupo) é uma extensão das nossas famílias. É onde encontramos amigos com os quais podemos contar a qualquer hora. É uma amizade que não encontramos em outro lugar”, frisa.

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