Macia, quentinha, com um aroma agradável, doce ou salgada. Hoje é dia dela, mas nos finais de semana, em Bauru, a pizza já é alimento tradicional nas mesas, figurando no rol das mais pedidas para entrega (delivery).
São tantas as variedades de ingredientes que formam sua cobertura que fica difícil escolher. Sempre bem-vinda, pode ser o prato principal de festas de aniversário, confraternização de amigos, jantares românticos... Por ser uma pedida tão popular, essa redonda tem até um dia especial, que é comemorado hoje.
Ficou com água na boca? Então prepare-se para conhecer um pouco mais da história, sabores inusitados e quem se dedica a esse prato tão pedido e especial. O dia da pizza é comemorado desde 1985, em São Paulo. A data foi instituída pelo então secretário de Turismo, Caio Luís de Carvalho, por ocasião de um concurso estadual que elegeria as dez melhores receitas de mussarela e margherita. Empolgado com o sucesso do evento, Carvalho escolheu a data de seu encerramento, 10 de julho, como data oficial de comemoração.
Além de delicioso, esse disco de massa também é importante não só para aguçar o paladar, mas também a economia. Em Bauru, temos 33 pizzarias cadastradas pela prefeitura. Mas os dados reais são maiores. De acordo com o presidente do Sindicato de Bares, Restaurantes e Similares, Carlos Roberto Momesso, a cidade representa uma área de destaque para o setor alimentício.
“As pizzarias são procuradas por 80% das pessoas que saem no período noturno, aos finais de semana”, afirma. Por causa da alta freguesia, o mercado de pizzaria é o ramo do setor alimentício que gera mais empregos e movimenta a economia, de acordo com Momesso.
Dados de uma pesquisa realizada em 2004, pela Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi), aponta que o Brasil é o segundo maior mercado consumidor de pizza do mundo, só superado pelos Estados Unidos. O país possui, aproximadamente, 25 mil pizzarias, que geram cerca de 127 mil empregos diretos e indiretos.
Para conquistar público, os estabelecimentos têm variado bastante o cardápio, oferecendo sabores inusitados. É o caso da pizza de legumes e a de cachorro-quente, servida pela pizzaria Malagueta, que atua há quatro anos em Bauru. “A pizza de legumes é destinada àqueles fregueses que se preocupam com a saúde”, diz a proprietária da pizzaria e também nutricionistaa, Janaina de Godoy. Elaborada com couve-flor, brócolis, cenoura, ervilha, milho verde, batata e mussarela, Godoy afirma que a redondinha saudável agrada.
Outro sabor que chama a atenção, principalmente das crianças, é a pizza de cachorro-quente. Servida com molho de tomate, salsicha e coberta com batata-palha, a opção é bastante procurada, segundo os empresários. Godoy diz que é importante oferecer opções de sabores variados. “Assim, o cliente não tem desculpa para não comer pizza”, afirma.
Mesmo com sabores inusitados, as pizzas mais pedidas ainda são as tradicionais, como calabresa, mussarela e portuguesa.
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História e tradição antiga no Centro
A variedade de coberturas da redonda abrange uma infinidade de opções. Entretanto, algumas preparações são tradicionais e seguem com freguesia fiel. É o caso da pizzaria Vila Rica, que há 42 anos atua em Bauru, sendo um dos estabelecimentos mais antigos da cidade, no Centro.
A proprietária do estabelecimento, Marli Neves Pereira, conta que, mesmo com a concorrência acirrada gerada nos últimos anos com a abertura de diversos estabelecimentos, a clientela que sempre frequentou o local permanece. “Aqui, servimos sabores mais tradicionais e vejo que os clientes – que são, em grande maioria, famílias - vêm para comemorar o aniversário de casamento, por exemplo, e contam pra gente que eles se conheceram aqui”, salienta Pereira. “Nos sentimos honrados em saber que nossos fregueses tem toda uma história envolvendo a pizzaria”, comenta.
Com 42 anos de funcionamento, o estabelecimento pertenceu à uma família de italianos antes de Pereira assumir o comando, em 1980. “Até então, o que sei, é que uma família vinda da Itália administrava o local. Passado 14 anos, assumimos o negócio”, conta.
Na época, quem administrava o local era o marido de Marli, vindo de Portugal, Manuel Lopes Pereira, já falecido. “Hoje são meus filhos e netos que trabalham no local, que já nasceram dentro da pizzaria”, ressalta.