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Férias é bom para atualizar vacinas

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

As férias de julho podem ser eleitas como um período fixo do ano para a atualização de vacinas. Para quem vai viajar, a imunização é capaz de afugentar surpresas desagradáveis. O cuidado é importante porque muitas pessoas chegaram à fase adulta desprotegidas. Na época em que eram crianças, muitas vacinas ainda não existiam.

Por isso, jovens e adultos precisam receber a tríplice viral, informa a assessoria de imprensa da Sanofi Pasteur. Recomenda-se antecipar a imunização das crianças, quando o destino contemplar áreas com altas taxas de sarampo, como alguns países da Europa. Ao seguir o calendário básico, é preciso não esquecer das doses de reforço.

Para crianças entre quatro e seis anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a segunda dose de reforço de vacinas contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite. A pediatra Lucia Bricks, diretora médica da Sanofi Pasteur, lembra que muitos pais tendem a se descuidar da vacinação das crianças em idade escolar. “Alguns perdem o segundo reforço que, na rede pública, é dado até os sete anos de idade”, adverte.

Inverno

Com a queda da temperatura, cresce a necessidade da vacina contra as gripes sazonal e pandêmica. E os pacientes crônicos, fumantes e asmáticos com mais de 19 anos precisam de uma proteção a mais: contra a bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida por pneumococo, responsável por até 30% das pneumonias decorrentes da gripe.

“A gripe aumenta o risco das infecções bacterianas, principalmente as causadas pelo pneumococo, que atinge justamente as pessoas mais vulneráveis”, afirma o médico Rodrigo Angerami.

“Farmacinha”

Para não estimular a automedicação e, eventualmente, correr riscos, nenhum dos médicos consultados pela reportagem se sentiu à vontade em indicar um kit básico de medicamentos a ser providenciado pelo turista.

Até porque não é possível prever tudo o que pode acontecer numa viagem.

A regra básica, no entanto, é levar os medicamentos habitualmente consumidos.

Se a pessoa sofre com dores de cabeça, por exemplo, e está acostumada a tomar determinado analgésico, é bom contar com ele também na viagem.

Medicamentos de uso continuado devem ser comprados no Brasil em quantidade suficiente para a viagem, além de margem de segurança caso a viagem se estenda por período maior.

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Dependendo do roteiro, adulto deve reforçar a imunização contra pólio

Quem tem interesse em conhecer lugares sagrados da Nigéria, como Oshogbo, por exemplo, não deve se esquecer de fazer um reforço da vacina contra a poliomielite, ainda que seja adulto.

“Mesmo que a pessoa tenha seguro, o ideal é que vá preparada para a realidade que vai encontrar. Às vezes, não fala o idioma local, não sabe onde procurar assistência médica, não consegue comprar certos medicamentos”, explica o infectologista Marcelo Pesce. A clínica dele é a segunda do Estado de São Paulo a ser certificada pela International Society of Travel Medicine para trabalhar com medicina do viajante, informa.

“Não existe ainda essa especialidade médica”, comenta. Por acreditar que a prevenção é sempre benéfica, orienta outro cuidados ao viajante como ter na agenda o telefone do consulado. “Como acontece muito extravio, a bagagem de mão deve ter pelo menos uma troca de roupa, medicamentos básicos, cópia de passaportes”, recomenda.

Ele ainda orienta a qualquer turista que respeite os hábitos do país onde for acolhido. Outras informações sobre saúde podem ser obtidas no www.imunologica.com.br.

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Antialérgico sempre está na bolsade viagem

Acostumada a viajar frequentemente, antialérgico é o que não falta na bagagem de Gizele Villas Casaca. Sem o medicamento, ela teme passar mal, como aconteceu uma vez um Curitiba. “Pode fechar a glote”, comenta. No caso dela, eventuais reações podem vir de produtos ou alimentos.

Independentemente de onde escolhe passear, evita comer em locais desconhecidos. Se pauta pelo Guia Quatro Rodas, que nunca a decepcionou. Por representarem risco iminente, para Gizele, camarões e milho verde vendidos na praia devem ser vetados.

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