Tribuna do Leitor

Um templo chamado Brasil


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A nossa sublime instituição tem como um dos seus mais importantes postulados o “Amor a Deus, à Pátria, à Família e à Humanidade”. Mas muitas vezes o patriotismo é exercido quando colocamos a mão direita sobre o peito enquanto se houve o Hino Nacional ao hastear-se a Bandeira, momentos antes de uma disputa esportiva.

É óbvio que em uma contenda esportiva de caráter internacional, o atleta, além de sua força, seja movido também pelo amor à sua terra, no intuito de sagrar-se vencedor. Mas o Nacionalismo resume-se nisto? Para amar a pátria é importante conhecer nossa história, valorizar nossos símbolos e, fazendo isto à luz da maçonaria, tudo se torna intenso e motivo de maior orgulho. O Hino Nacional junto à nossa Bandeira constitui-se no maior ícone brasileiro. Na Copa do Mundo de Futebol, quando ouvimos os hinos de vários países com tradução, temos a oportunidade de comparar.

Enquanto a maioria dos hinos, aí incluídos a famosa “Marselhesa” e o hino inglês “Deus Salve a Rainha”, falam basicamente de guerras, sangue, canhões e suas melodias são monótonas, parecidas com marcha marciais adaptadas, o hino brasileiro de destaca pela música vibrante e a letra que fala de um povo bravo, amoroso e uma terra rica em recursos naturais.

Joaquim Osório Duque Estrada tinha plena confiança no futuro promissor de nossa nação, por isso nunca colocou que porvir virtuoso chegaria às terra brasileiras. Desse modo, é profundamente errado cantar “se o teu futuro espelha esta grandeza”, pois a leitura correta é afirmativa “e o teu futuro espelha esta grandeza”.

Apesar do uso constante do hipérbato (a alteração na ordem direta da oração) dificultar o entendimento do texto, este recurso trouxe grande sonoridade, graça e beleza ao hino, senão vejamos:

A estrofe inicial do hino nacional é assim:

“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas

De um povo heróico ao brado retumbante,

E o sol da liberdade em raios fúlgidos

Brilhou do céu a pátria neste instante”.

Na ordem direta ficaria assim:

“Às margens plácidas do Ipiranga ouviram

O brado retumbante de um povo heróico

E, nesse instante, o sol da liberdade,

Em raios fúlgidos, brilhou do céu da pátria”. Em relação à Bandeira Nacional, ela é um projeto de Raimundo Teixeira Mendes, líder positivista no Brasil, a pedido de Rui Barbosa, então ministro da Fazenda e um maçom que fez história neste país.

Algumas observações interessantes que se pode fazer a respeito da Bandeira do Brasil é que suas dimensões e a posição de suas estrelas quando inscritas num círculo confirmam astronomicamente as latitudes do território nacional: o Paralelo 33 norte (Ilha de Porto Santo Açores) e o Paralelo 33 sul (Lagoa Mirim/RS).

As estrelas da bandeira republicana foram dispostas como vistas de fora da esfera celeste às exatas 12 horas siderais do dia 15 de Novembro inteiramente constituído por maçons. Poucos dias após a proclamação da República, foi assinado um decreto que separava a Igreja do Estado no Brasil, cujo autor intelectual foi o maçom Rio Barbosa.

Comprovadamente foram maçons os seguintes presidentes da República: Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Moraes, Campos Sales, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Brás, Washington Luis e Jânio Quadros.

Este singelo apanhado de informações e curiosidades brasileiras/maçônicas é para fazer renascer nos corações dos irmãos o encantamento por nossa pátria, sempre idolatrada e, por várias vezes, mal compreendida.

O nacionalismo enseja todo um conjunto de atitudes, trabalho e, por que não dizer, de amor fraternal. Este conjunto de atitudes é de tão vital importância para a sociedade brasileira que, ao contrário do que se pensa, não deve ser praticado somente em ocasiões especiais; é algo que deve ser posto em prática a todo instante para tornar mais justa e feliz a humanidade e engrandecer este templo chamado Brasil.

Luciana Scacabarossi - Loja Maçônica Simbólica mista Liberdade nº 13, “Fauaz Abadalla”

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