Polícia

Julgamento de policial é adiado

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Pela segunda vez em três meses, o julgamento do soldado da Polícia Militar (PM) Halley Thiago Sossai, 26 anos, previsto para ontem, foi adiado. Ele é acusado de assassinar, em 2008, o também soldado Luís Gustavo Carreira, na época com 26 anos.

Segundo apurou o JC, o advogado de defesa do réu apresentou um atestado médico e não compareceu. Na primeira data agendada, em 28 de abril, ele também faltou ao julgamento. De acordo com o Tribunal de Justiça Militar (TJM), desde que justifique sua ausência e que o juiz não entenda que se trata de medida protelatória, o profissional pode fazer uso deste recurso indefinidamente.

Para a família da vítima, no entanto, a atitude do advogado soa como estratégia para adiar a definição da sentença do réu. “Já são quase dois anos, que demora é essa? Há um desgaste psicológico de toda a família por causa da morte e ainda temos que lidar com essa situação”, reclama a mãe, Rosana Aparecida dos Santos Carreira. Ainda não há previsão de quando o julgamento será realizado. Mas, de acordo com a 4.ª Auditoria do TJM, o processo está com o juiz, que deve determinar nos próximos dias a nova data.

Luís Gustavo Carreira foi morto pelo soldado Halley Thiago Sossai na noite de 26 de julho de 2008, em frente à sua casa, na Vila Monlevade, em Bauru. Sossai é lotado em Piracicaba e Carreira atuava em Lençóis Paulista, mas os dois estavam de folga e à paisana. Segundo Sossai, ele se deparou com o veículo dirigido perigosamente por Carreira na Marechal Rondon e passou a acompanhá-lo. Quando pararam em frente à casa de Carreira, teria havido uma discussão e os disparos foram feitos.

Carreira chegou a ser socorrido, mas não resistiu. Sossai alega que disparou em legítima defesa. Ele foi preso em flagrante e permaneceu no presídio militar Romão Gomes até 28 de agosto daquele ano, quando foi solto. Ele responde ao processo em liberdade e segue realizando serviços internos na PM de Piracicaba.

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