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Minha história: Lívia Letícia


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Minha filha Sylvia, em 2004, passou maus momentos em Curitiba. Seu esposo, Rogério Marques, foi acometido de um mal súbito, indo parar no hospital, na UTI. Os médicos não davam qualquer possibilidade de sobrevivência. Uma médica, da equipe que cuidava dele, esforçando-se para mantê-lo vivo, afirmou peremptoriamente que só um milagre o manteria vivo.

Minha filha respondeu, com ênfase, que acreditava em milagres. Assim, passou a arregimentar pessoas (católicos e evangélicos) que formaram um corrente contínua de orações, por dias a fio.

Graças à fé inabalável de Sylvia, Rogério foi aos poucos recobrando a consciência. Conseguiu sair da UTI e ir para um quarto comum, isto depois de muitos dias isolado. Como a doença desconhecida atacou vários órgãos (intestinos, fígado, estômago, rins, etc.), achou-se que ele ficaria com sequelas, o que não aconteceu. A única dúvida era sobre a fertilidade.

Talvez ele não pudesse ter filhos. Minha filha orou muito, pois seu desejo era ser mãe. No entanto, meses mais tarde ela engravidou e teve o primogênito Pedro Davi. Agora, há alguns meses, nasceu Lívia Letícia, a segunda filha. Ela veio preencher minha velhice (69 anos) com muita alegria. É carismática, não há quem não se encante com ela. Para ela fiz o acróstico abaixo.

Acróstico

Linda mulher, contudo um botão,

Imagem de um anjo aqui na terra,

Vieste para alegrar o meu coração.

Insipiente e incipiente nesta vida,

Amei-te a partir de quando eu te vi.

Lindos olhos cor de mar ensolarado,

Engatinhas pelo apê como lagartixa,

Tens tão-somente oito meses de idade,

Irradias ao teu redor tanta coisa boa.

Como vovô coruja vivo babando por ti.

Inda quero viver bastante para te curtir.

Acendeste no peito uma alegria sem fim...

Gilberto Sidney Vieira

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