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Educação implanta plano para melhorar qualidade do ensino

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

A Secretaria Municipal da Educação encerrou, ontem, a etapa inicial do projeto “Educação Sem Fronteiras” (Pesf), que tem como meta melhorar a qualidade do ensino nas escolas municipais por meio do estreitamento das relações entre todos os atores envolvidos no processo de aprendizado. Depois de ouvir, nesta semana, as principais demandas dos funcionários das 16 instituições de ensino fundamental sob responsabilidade do município - incluindo de professores a auxiliares de limpeza, a pasta se comprometeu a elaborar um plano de ações de curto, médio e longo prazos.

A primeira delas está marcada para começar em agosto, quando professores e alunos de três escolas passarão a participar de atividades em conjunto com a equipe pedagógica montada pela secretaria em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Faculdades Anhanguera de Bauru. As unidades contempladas serão as escolas Lourdes de Oliveira Colnaghi (Núcleo José Regino), Geraldo Arone (Núcleo Fortunato Rocha), Maria Chaparro Costa (Santa Edwirges).

Conforme explica Marisa Melilo, professora do curso de psicologia da Unesp e coordenadora geral do grupo de estudos, serão realizadas reuniões periódicas com os professores de 1º ao 5º anos para troca de experiências, reflexão e direcionamento do trabalho pedagógico a ser desenvolvido. “Já os alunos de 1º e 2º anos terão dinâmicas com contação de histórias, os de 3º e 4º anos, atividades de comunicação de múltiplas linguagens e os do 5º ano, preparação para a passagem para o sexto”, detalha. Este trabalho específico com as crianças, explica Marisa, será desempenhado pelos estudantes universitários dos cursos de psicologia e pedagogia da Unesp e da Anhanguera.

Iniciativa

Segundo a secretária municipal de Educação, Vera Caserio, partiu da pasta a iniciativa de convidar as duas instituições para integrar o projeto. Com ele, o objetivo é melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do município, que já está acima da média nacional, estabelecendo discussões conjuntas com profissionais do quadro pedagógico, administrativo e operacional.

“Com o resultado do Ideb em mãos, realizamos cerca de 15 reuniões para alinhavar esse projeto. Temos 554 funcionários trabalhando nessas escolas e sempre foi uma grande dificuldade conseguir fazer com que todos sejam ouvidos. Essa iniciativa vem dar conta desta demanda”, pontua. Segundo Vera, cada unidade apresentará um documento com a lista individual de prioridades, que será analisada e, se possível, incluída nas ações da secretaria.

Em relação ao ensino municipal, Bauru superou a meta estabelecida pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) para 2009, que era de 4,8, alcançando o indicador de 5,3, em uma escala que vai de 0 a 10. Para 2015, a projeção é que a cidade atinja índice de 5,7.

Embora o município esteja adiantado em relação às exigências do MEC, Marisa lembra que o País enfrenta um novo fenômeno que precisa ser combatido, denominado “exclusão dos incluídos”. “As crianças permanecem na escola mas nem sempre têm acesso a uma educação de qualidade, que seja capaz de levar todos eles a se apropriarem dos conteúdos. Por isso, ainda encontramos analfabetos em todos os níveis de ensino”, denuncia.

Ante a esta realidade, o Ideb tem de ser entendido como um parâmetro a ser sempre superado. Neste sentido, de acordo com Marisa, o Pesf pretende promover a melhoria continuada da atuação dos professores em sala de aula, assim como, numa segunda etapa, envolver também as famílias dos alunos e a comunidade.

“Por esse motivo, o projeto se chama “Educação Sem Fronteiras”. Ele quer extrapolar os muros das escolas. Acredito que será um programa de sucesso e modelo para muitos municípios da região”, acrescenta Vera, salientando que o trabalho deverá ser estendido, ao longo do ano, também às instituições municipais de nível infantil.

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