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Exposição de orquídeas terá curso hoje

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

A 38ª. edição da Exposição Nacional de Orquídeas, promovida pelo Círculo Bauruense de Orquidófilos, teve início na manhã de ontem levando, além de um colorido “mágico”, um aroma especial ao Serviço Social da Indústria (Sesi). Um dos destaques da exposição são as mais de 4.000 plantas do agrônomo Márcio de Mattos, 37 anos, que também ministrará um curso para iniciantes hoje, às 15h. Com os ensinamentos do especialista, os admiradores de uma das flores que mais encantam por sua beleza poderão aprender sobre seu correto cultivo.

“Nós vamos dar uma palestra abrangendo tudo de cultivo, desde o básico até adubação, replantio. O que não será ensinado no curso será a parte de nomenclatura, que eu acredito que deve ser aprendida com o tempo” ressalta Mattos.

Também serão ensinadas aos participantes técnicas de plantio, pulverização com defensivo que não seja químico.

“Muitas pessoas estranham quando compram orquídeas porque ela começa a mudar depois que vai para casa. Isso acontece porque ela recebe tratamento especial nas estufas, o que não acontece muitas vezes em casa. Nós vamos ensinar como cultivar essas orquídeas”, afirma.

Paixão

A paixão pelas orquídeas surgiu ainda quando Mattos cursava a faculdade, há 19 anos, o que resultou atualmente em uma estufa de 13 mil metros quadrados com aproximadamente 500 mil plantas, desde mudas a flores adultas.

“Eu também reproduzo orquídeas há 13 anos. O amor pelas orquídeas é um vírus que corre pelas veias desses expositores”, afirma o agrônomo que também foi juiz das plantas premiadas. Para cuidar de todas as suas flores, o agrônomo conta com a ajuda da esposa e mais cinco funcionários.

Mattos, que veio da cidade de Analândia, localizada também no Interior do Estado de São Paulo, marca presença no evento junto a expositores, vendedores e colecionadores de mais de 40 cidades do Brasil.

“O mercado de orquídeas cresceu, ainda mais o de híbridos, que são as flores mais coloridas. O volume de vendedores quadruplicou”, ressaltou.

A reprodução em grande quantidade fez com que o custo das flores caísse abruptamente. “Há 100 anos atrás, somente a elite fazia coleção e cultivo de orquídeas. As plantas custavam fortunas, não sei nem especificar valores. Os ingleses saíam da Inglaterra para vir até o Brasil coletar plantas que custavam valores absurdos”, relatou o agônomo.

Espécies diferentes

Uma das espécies diferentes encontradas na exposição é a Lycoste Pink Dell, orquídea chamada “caduca”. “Ela perde suas folhas para a flor poder subir na sua outra parte e nascer”, explica Márcio de Mattos. A planta é natural da Ásia e se adapta melhor em clima frio.

Outra flor no mínimo curiosa é a Capanemia Micromera, semelhante a uma cabeça de cobra. “Ela é natural da África e tem essa forma de calha que protege a flor que fica no seu interior. Elas têm uma aparência não tão bonita como as híbridas e como são de clima seco costumam cheirar a carne em decomposição. Curiosamente quem poliniza essas plantas são moscas, entre outros insetos”, explica Márcio.

• Serviço

A 38ª Exposição Nacional de Orquídeas prossegue hoje, das 8h às 21h, e amanhã, das 8h às 17h, no Sesi de Bauru, que fica na rua Rubens Arruda, 8-50, Altos da Cidade.

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Sorteio de flores

Os leitores do Jornal da Cidade poderão participar de um sorteio de mais de 30 orquídeas e de prêmios durante o evento. O anúncio com o cupom para participação já começou a ser veiculado desde a edição do último domingo do JC. As adesões deverão ser depositadas em uma urna que está disponível no local da exposição.

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Produção de clones

O agrônomo Marcos de Mattos explica que o aumento do número de orquídeas atualmente se deu à chamada produção de clones. “O clone é produzido através de um broto. Você corta o broto e manda para um laboratório. Entretanto cada broto tem um limite de quantidade de clones que você pode produzir”, ressaltou.

A possibilidade de multiplicação é de quase 100 mil novas plantas, entretanto, isso vai fazer com que a planta sofra mutações e perca propriedades. “Essa produção em excesso vai começar a ter mutantes. Algumas plantas saem faltando pedaços, mudam de cor. Eu já comprei plantas do Japão que vieram defeituosas porque eles produzem dessa forma.”

O evento, realizado pelo Círculo Bauruense de Orquidófilos e com parceria master do Jornal da Cidade e Prefeitura Municipal de Bauru estará aberto Hoje, das 8h às 21h, e no domingo das 8h às 17h, o evento permanecerá aberto para visitação pública.

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