Tribuna do Leitor

ÓBVIO ULULANTE


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Fiquei fora de Bauru por doze dias e no retorno, ao ler as edições do JC, algo me chama a atenção. A manchete de capa do sábado, 17/07 me diz muito: “Bauru teve seu maior crescimento dos últimos 11 anos”. O motivo é mais do que evidente e diz respeito ao que acontece no país num todo. O motivo é o governo Lula, diferente dos seus antecessores, quando crescemos, expandimos e somos pujantes. Deixamos de atuar com o pires na mão. Melhor propaganda para Lula impossível. Eis o principal motivo de no final do segundo mandato ostentar 80% de aprovação ao seu governo. Alguma dúvida?

Adoraria estar aqui naquele sábado e recepcionar o candidato Alckmin e seu agora fiel escudeiro, Quércia, naquele encontro com cabos eleitorais na ITE, mostrar a manchete e observar a fisionomia de ambos, useiros e vezeiros em não reconhecer o óbvio ululante. Acho lindo vê-lo falando em rever os valores do pedágio.

E por que não o fez quando no governo? Por outro lado, o candidato Serra parece reconhecer que o Bolsa Família custa pouco e chega aos pobres. Para reconhecer que o seu partido quando no poder, com FHC, foram piores que o do sapo barbudo é um pulo.

Continuando com os JCs na mãos, leio manchete de 1ª página de 20/07, “Bauru bate recorde de financiamento para casa própria na CEF”. É a continuação do caso do crescimento. Nunca estivemos numa situação tão confortável. Assisti no Rio de Janeiro, em 16/07, o comício de Dilma na Cinelândia e lá o presidente Lula estava radiante, pois acabara de chegar de uma reunião com todos os superintendentes da CEF e o assunto era esse recorde.

Lamento, mas acredito que o povo acertadamente está a preferir a continuidade disso tudo a voltar a um período de incertezas, privatizações, inimizade com vizinhos, subserviência ao Império do norte e bravatas eleitoreiras. Afinal, ninguém respeita os que se agacham. (Henrique Perazzi de Aquino - www.mafuadohpa.blogspot.com)

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