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Zoo acolhe casal de onças pardas

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

Exóticos e nativos. No início do mês de julho, o Zoológico Municipal de Bauru recebeu um casal de onças pardas, animais nativos do sul da Patagônia e do sul dos Estados Unidos, que também habitam a região de Bauru. Eles vieram do centro de triagem do Ibama de Goiânia, foram acolhidos pelo Zoo e mantidos em quarentena até se acostumarem com o ambiente e visitantes do local.

“Como era período de férias e o zoológico estava com um fluxo muito grande de visitação, nós optamos por deixá-los na parte interior da jaula, onde eles têm um solário e ficam isolados do público. Depois que diminuiu o número de visitantes nós resolvemos soltá-los na jaula”, afirma o diretor do zoo, Luiz Pires.

A sergipana Sílvia Isabel Nogueira, que traz o filho Rodrigo Nogueira, 8 anos, todos os anos para fazer acompanhamento no Centrinho de Bauru, conferiu a presença dos novos moradores do zoo.

“Eu vi o casal de onças e achei lindo. Toda vez que venho a Bauru tenho que vir ao zoológico. Eu adoro aqui e o Rodrigo também. Ele sempre pede para eu trazê-lo para ver os animais”, ressalta Sílvia.

De acordo com Luiz Pires, os animais, de 3 anos e meio e 4 anos de idade, foram resgatados em Goiânia ainda filhotes. Um estava às margens de uma rodovia e corria risco de ser atropelado. O outro estava no meio de uma queimada e foi salvo.

“Provavelmente, mataram a mãe do primeiro filhote e ele se perdeu e acabou caindo na pista. O outro, provavelmente a mãe fugiu em decorrência da queimada e, indefeso, ele acabou ficando no local”, relatou Pires.

Sobrevivência

Como os animais foram criados em cativeiro desde filhotes, eles não teriam chances de sobrevivência na vida selvagem. “Os animais não tinham condições de serem novamente encaminhados para a mata porque não aprenderam a caçar e a sobreviver na vida selvagem. Então, foram trazidos para o zoo”, afirma o diretor Luiz Pires.

A onça parda tem hábitos diurnos de caça e deslocamento. “Eles são animais nômades, ao contrário da onça pintada por exemplo que determina desde filhote um espaço por onde vai caçar e viver. As onças pardas vivem cerca de 20 anos”, completa o diretor do zoo.

O Zoológico Municipal de Bauru aposta na presença de animais nativos brasileiros no espaço em que dispõe para abrigar as espécies. “Cerca de 80% dos nossos animais são nativos. Mostrando a nossa fauna exótica estamos também abrangendo o planeta. Mas é claro que a nossa maior preocupação é em mostrar a nossa fauna”, defende Pires.

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Desassoreamento

O processo de desassoreamento da lagoa do Zoológico Municipal de Bauru continua. De acordo com Luiz Pires, diretor do Zoo, as obras estão sendo realizadas pela empresa Centrovias. O término da obra está previsto para outubro, segundo a assessoria de imprensa da autarquia informou ao Jornal da Cidade recentemente.

“O problema aconteceu porque a água das chuvas que iam em direção à Unesp acabavam trazendo terra para o lago. Nós tínhamos muitos peixes aqui. Agora, em decorrência desse problema nós temos poucos. Mas a reforma feita na avenida Nações Unidas vai permitir que a água caia lá antes e somente se chover em excesso venha em direção à rodovia. Uma canaleta com degraus também será construída para desacelerar a descida dessa água em excesso para o lago”, explicou Pires.

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Jaulas dos macacos terão vidraças

As jaulas do babuíno sagrado, macaco pata, babuíno comum e mandril, estão sendo reformadas e terão as grades substituídas por vidraças no Zoológico Municipal de Bauru. As grades apenas permanecerão no teto das jaulas para manter o local arejado e os vidros ficarão na parte frontal.

“Nos outros recintos antigos nós também iremos retirar as telas. O vidro dá uma visualização maior para os visitantes e também para os animais, além de tirar esse aspecto de grade. O animal também se sente muito melhor sem a grade. Os pássaros não terão as vidraças porque eles não reconhecem o vidro e acabam se debatendo. Mas os mamíferos têm essa percepção”, afirma Luiz Pires, diretor do Zoo.

As reformas nas jaulas dos babuínos, a construção de mais dois alojamentos para o furão e para o manguço e a ampliação dos recintos das onças e dos leões irão custar ao Zoológico Municipal aproximadamente R$ 150 mil. A previsão é de término no mês de outubro.

Além das jaulas dos animais, as calçadas também estão sendo modificadas. Os atigos blocos de concreto que compunham as calçadas serão substituídos por concreto liso para facilitar a acessibilidade de portadores de deficiência. “Os cadeirantes têm uma dificuldade muito grande de passar pelos blocos. Então, nessas obras novas nós estamos tirando acalçada antiga e fazendo todas de concreto liso. As calçadas também serão ampliadas para que os cadeirantes possam ter acesso mais próximo aos animais.”

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