O Brasil foi o líder latino-americano entre os países que mais publicaram trabalhos acadêmicos em 2008. No total, foram produzidos 30.415 artigos, teses, monografias e dissertações, número importante, mas não tão expressivo frente a potências como os Estados Unidos, de onde saíram 340.638 estudos, ou a China e seus 112.804 trabalhos – respectivamente, primeiro e segundo lugar no ranking mundial.
O comparativo é baseado no National Science Indicators (NSI), do instituto Thomson Reuters, que também contabilizou números da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, para elaborar a lista na qual o Brasil ocupa uma honrosa 13.ª posição. Entretanto, uma coisa é quantidade, outra é qualidade. Quando a base de comparação é o número de citações – ou seja, trabalhos baseados em estudos anteriores dos pesquisadores brasileiros ou que fazem alguma referência a eles –, perdemos nada menos do que seis posições.
As explicações para isso são muitas, mas a principal é que, apesar da produção numerosa para o continente, a relevância do conhecimento gerado não é expressiva fora dos muros da instituição de ensino na qual os trabalhos foram produzidos. É preciso reconhecer que as pesquisas acadêmicas são a grande fonte de inovações, mas também precisam ter aplicabilidade prática. Um trabalho de conclusão de curso (TCC) ou projeto experimental bem elaborado e em sintonia com o mercado pode abrir portas para o universitário. A dica, então, pode chegar um pouco tarde para aqueles que já terminaram a faculdade, mas pode cair como uma luva para quem terá essa tarefa pela frente em 2010.
Avalie problemas reais que possam ser solucionados com a teoria aprendida na faculdade. Se tais informações não forem suficientes, tente criar novos conceitos. Para tirar o máximo de resultado, o estudante pode se preparar antecipadamente fazendo o curso Métodos e técnicas de pesquisa, que compõe a grade do Programa CIEE de Educação a Distância e está sempre com inscrições gratuitas abertas no site www.ciee.org.br.
Tem duração média de três horas, que devem ser cumpridas em um prazo de sete dias, e ensina diversas vertentes de estudos acadêmicos, indicando a formatação mais solicitada pelos professores.
O autor, Luiz Gonzaga Bertelli, é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola - CIE - e diretor da Fiesp