Regional

Polícia prende acusados de homicídio

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú – A Polícia Civil de Jaú (47 quilômetros de Bauru) esclareceu o homicídio ocorrido na madrugada da última terça-feira, no distrito de Potunduva, quando o auxiliar de produção Manoel de Jesus Moraes Galvão, 26 anos, foi encontrado já sem vida, caído na via pública, com perfurações à bala e faca, e pediu à Justiça a prisão temporária, por trinta dias, de Francinaldo Costa Cirqueira, vulgo ‘Galego’, 21 anos, primo da vítima, e Leandro Vaz, 19 anos, acusados do crime.

O auxiliar de produção foi encontrado por populares, por volta das 4h10, na esquina das ruas Santa Catarina e São José. Segundo a polícia, ele apresentava duas perfurações provocadas por golpes de faca, uma no tórax e outra na coxa, e um ferimento provocado por disparo de arma de fogo no abdômem. Apesar de socorrido, Manoel não resistiu e morreu antes de dar entrada no Pronto-Socorro (PS) do distrito.

Segundo o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, o delegado Edmilson Bataier, após investigações, a polícia descobriu que Francinaldo poderia estar envolvido no homicídio. “Ele trabalhou junto com a vítima, sabia do itinerário da vítima, da rotina dele, e premeditou para fazer esse crime esperando ele no ponto onde pegava o ônibus da empresa para ir ao trabalho”, revela.

Na manhã de terça-feira, uma equipe da DIG foi até sua residência, em Potunduva, mas ele não foi encontrado. No local, foram apreendidos um revólver dentro do cesto de roupas e um cartucho deflagrado no interior da gaveta de uma cômoda. Anteontem de manhã, com base em denúncia de que Francinaldo havia chegado à sua residência, os policiais civis retornaram ao imóvel para tentar prendê-lo.

De acordo com o delegado, apesar de revistar todos os cômodos, a polícia não encontrou o acusado. “Antes de saírmos, tivemos a ideia de dar uma olhada em uma caixa d’água que fica no telhado na residência, no forro. Estava bastante frio e, ao subirmos lá para procurar, ele estava imerso na água fria, bem quietinho, apenas de bermuda”, conta. “Quando ele percebeu o cerco na residência, subiu, ergueu a tampa, fechou, e deixou apenas uma fresta para respirar”.

Na manhã de ontem, a polícia conseguiu localizar o segundo envolvido no homicídio, Leandro Vaz, que não resistiu à prisão. O titular da DIG conta que os dois foram ouvidos e confessaram o crime, mas que foram detectadas divergências nos depoimentos quanto à motivação e propriedade das armas.

“Segundo versão apresentada pelo Francinaldo, o motivo do crime seria o fato de que a vítima teria contato para a esposa dele sobre alguns casos extraconjugais que ele teria e criado desarmonia no lar dele”, explica. Além disso, segundo o delegado, o acusado também afirma que Manoel o procurava para pedir dinheiro com o objetivo de comprar drogas, ameaçando revelar à esposa suas traições.

Por sua vez, Leandro, de acordo com Bataier, afirma que ajudou o vizinho a matar a vítima por ter uma dívida de droga com Francinaldo, que não conseguia pagar, e estar sendo ameaçado de morte por ele. “Já Francinaldo tenta imputar ao Leandro uma versão segundo a qual ele participou da morte da vítima porque teria interesse na sua esposa”, revela, o que é negado por ele, que alega não conhecer a mulher.

Ontem, os dois passaram por acareação e, segundo o delegado, mantiveram suas versões, inclusive sobre a propriedade da arma utilizada no crime. O Francinaldo admite que efetuou o disparo do revólver e atribui as facadas ao Leandro.

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