Ser

Quem conta história é... Florindo Martins


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Minha vida

Ao nascer!, despesa comecei a dar aos meus pais, no cartório tiveram que pagar para me registrar e um nome eu ganhar. Comecei a crescer bem devagar e, brincando, quase não notei que os anos foram passando que logo cheguei na idade para escola entrar, e aí começou a luta dos meus pais para comprar material escolar, caderno, lápis, borracha, régua, uniforme, sapatos, sempre a gastar.

Quando eu menos esperei, na adolescência eu cheguei, e fui procurar um trabalho para ajudar meus pais, era pouco o que ganhava, mas a intenção é o que valia. Aí chegou a minha vez de experimentar tudo que eu queria teria que comprar. Aos 18 anos servi no Tiro de Guerra da minha cidade. Depois de receber o certificado militar, eu caí na besteira de arrumar uma namorada. Eu estava morando naquela época com uma tia quando servi no Tiro de Guerra de Capivari, e minha família já tinha mudado para Bauru, e eu tive que voltar para Bauru e deixei minha namorada na pior, e ficamos namorando por cartas por três anos.

Eu ia a Capivari de 4 a 4 meses, foi um sufoco danado. Como eu estava contando, eu comecei a guardar dinheiro para me casar. Depois de quatro anos, eu fui a Capivari para casar com a primeira namorada que eu namorei, foi quando eu comecei a me virar.

Aluguel, luz, água e sustento da família, tudo a pagar. Três filhos vieram, aí tive que me desdobrar, aí vi o que meus pais tiveram que enfrentar para me criar.

O tempo foi passando e como passou! Criamos os filhos! E cada um foi por seu lado, casados e eu fiquei com a namorada 46 anos até que ela teve que partir e eu fiquei viúvo, sozinho e estou aqui a pensar!

Será que valeu eu passar por tudo isso que passei? Sim valeu! Tive mulher a mãe dos meus filhos e nove netos para a geração continuar, e faria tudo novamente outra vez, porque a vida é assim mesmo, nascer, crescer, viver e morrer, estou com 78 anos e amo a todos.

Florindo Martins

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