Regional

Padeiro quer expandir produção após conquistar prêmio de panificação

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Presidente Alves – O cuftone, pão criado pelo padeiro Glércio Berbel Ribeiro, de Presidente Alves (56 quilômetros de Bauru), e que lhe rendeu o primeiro lugar na 1ª Copa Paulista de Panificação e Confeitaria, poderá deixar de ser privilégio de poucos para tornar-se conhecido regionalmente e, quem sabe, nacionalmente. Segundo seu criador, a ideia é disponibilizar a receita a padarias e grandes marcas de panetones.

“Estou entrando em contato com algumas empresas para ver se consigo fazer em alto escala”, conta. “Pode ser que eu distribua em determinados locais, por exemplo, Bauru, que é uma cidade maior, em umas duas padarias”. Além disso, ele revela que já encaminhou informações sobre o produto a representantes de grandes indústrias do ramo de panetones para tentar comercializar sua receita.

De acordo com Ribeiro, o cuftone, produzido com farinha de linhaça, é uma variação do Pão Cuf que, em 2009, foi escolhido a segunda melhor receita do Estado em meio a outras 6,6 mil inscritas no Concurso Nacional de Panificação e Confeitaria - Etapa São Paulo, promovido pela Bunge, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip).

O Pão Cuf, produzido há mais de 30 anos na Panificadora Tradição, tem formato personalizado, sabor doce, e uma massa enriquecida com margarina e ovos, misturada a um líquido alcoólico aromatizado que contém erva doce, cravo-da-índia, canela em rama, noz moscada e uma semente chamada emburana. A cobertura é feita com açúcar, farinha e canela em pó, com um toque pessoal que o padeiro não revela.

“Esse pão que fiz agora é um derivado daquele, só que eu modifiquei o sistema de fazer. O sabor é do outro, só que a massa é recheada com outros ingredientes”, explica. “Aquele outro pão é o carro-chefe, mas esse pão de agora, o pessoal está achando até melhor do que o outro”.

Apesar de manter o segredo principal, ele acaba revelando alguns dos ingredientes que fazem com que o pão tenha uma clientela fiel há tantos anos, inclusive da região. “Ele vai nozes, frutas, uva passa. Em cima, é feito uma base de suspiro com castanha de caju moída e mais nozes. É muito bom”, diz.

Com o segundo lugar no concurso promovido pela Bunge no ano passado e a recente primeira colocação na 1ª Copa Paulista de Panificação e Confeitaria em seu currículo, Ribeiro, que brinca dizendo ter nascido debaixo da mesa da padaria, conta que já está se preparando para as próximas conquistas.

A 1ª Copa Paulista de Panificação e Confeitaria, realizada durante a Feira Internacional de Panificação, Confeitaria e do Varejo Independente de Alimentos (Fipan), foi promovida pela Associação da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado de São Paulo (Aipesp), com patrocínio do Sindicato da Indústria do Trigo do Estado de São Paulo (Sindustrigo).

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