Brasília - As taxas de juros cobradas pelos bancos de pessoas físicas e jurídicas voltaram a subir em julho, puxadas pelo aumento do “spread” bancário - parcela que embute custos, riscos e ganhos das instituições financeiras.
Segundo dados do Banco Central divulgados ontem, a taxa média subiu para 35,4% ao ano, a maior desde outubro de 2009. Para pessoas físicas, a taxa chegou a 40,5%. Para empresas, a 28,7%. As taxas de inadimplência ficaram todas estáveis. Entre as linhas de crédito mais utilizadas, houve alta de juros no cheque especial (para 167,3% ao ano, a maior em 12 meses), no crédito pessoal (para 42,2%) e no financiamento de veículos (para 24%).
O volume total de crédito subiu 1,2% no mês passado, para R$ 1,55 trilhão, o que representa 45,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Mais uma vez, a alta foi puxada pelo crédito subsidiado, que cresceu 2,3%, com destaque para empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para habitação.