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Na USP, curso de têxtil e moda mira mercado

Por Da Redação | Com informações da assessoria de comunicação da FIB
| Tempo de leitura: 4 min

Para chegar às passarelas, as roupas são desenhadas pelos designers de moda. Para chegar aos estilistas, o tecido precisa ter qualidade. E é aqui que entram os profissionais do curso oferecido pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (USP), que fica no campus da zona leste de São Paulo.

Os alunos de têxtil e moda estudam desde a fabricação da matéria-prima, a qualidade dos fios do tecido, sua automação na indústria, a criação dos catálogos em conjunto com os estilistas, chegando, enfim, às passarelas - e à posterior comercialização e distribuição dos produtos.

Após três anos com matérias obrigatórias, os estudantes da USP podem montar, no último ano, uma grade com as disciplinas que mais se encaixam em seu perfil.

“Quem optar por gestão irá desenvolver seus conhecimentos em administração e marketing, entre outras áreas. Tecnologia abrange desde a fabricação das fibras até o produto final. E a criação é o desenvolvimento do produto em si’’, explica Regina Aparecida Sanches, coordenadora do curso da USP.

Segundo a professora, o mercado está em crescimento no País. “São aproximadamente 25 mil empresas de confecção e de acessórios e 5.000 na indústria têxtil. Sem falar na possibilidade de trabalhar nas áreas de consultoria, design e marketing.’’

De acordo com projeção da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção, o setor deve criar 40 mil postos de trabalho em 2010.

O estudante Kledir Henrique Lopes Salgado, 27 anos, afirma que a abrangência e as matérias técnicas foram importantes para que ele conseguisse uma vaga no mercado. “O curso me ajudou a fazer desde a compra de produtos químicos até a elaboração de guias de estilo.’’

Segundo o consultor empresarial Luis Taniguchi, o mercado precisa de um profissional que saiba ganhar dinheiro com a moda. “Ele precisa ter uma visão de toda a linha de produção, saber criar os produtos e gerir o negócio’’, afirma.

Nas demais faculdades de moda em São Paulo, a linha de estudos muda. Na Faap, os alunos têm, por exemplo, aulas de fotografia da moda, figurino e joalheria. Já estamparia, criação, tecnologia, arte e cultura são algumas vertentes analisadas na Belas Artes.

Referência no País, o curso da Santa Marcelina contempla áreas como as de desenho, tecnologia têxtil, marketing e administração.

Opções locais

Em Bauru, o curso de design de moda é oferecida pela Universidade Sagrado Coração (USP) e pelas Faculdades Integradas de Bauru (FIB). Na USC, o estudante é preparado para pesquisar macrotendências, desenvolver peças e viabilizar trabalhos para confecções de moda.

Uma vez formado, o egresso da USC também poderá atuar como consultor para o varejo nas áreas de imagem e estilo, orientação para compra de produtos, treinamentos para equipes e desenvolvimento de visual merchandising. O curso também contempla área de styling e produção de moda e organização de eventos e desfiles.

Na FIB, o estudante é capacitado para criar e comercializar peças de vestuário e acessórios, definir estilos e modelagens; analisar tendências de comportamento para desenvolver coleções adaptadas ao gosto do público-alvo e promover a comercialização dos artigos.

As aulas na FIB também permitem ao aluno aprender a adquirir matérias-primas e desenhar estampas nas indústrias têxteis ou modelos nas confecções; pesquisar o mercado consumidor, estabelecendo estratégias de marketing para campanhas de lançamento de produtos e cuidando da promoção de vendas. Está habilitado ainda a trabalhar no departamento de compras de grandes magazines.

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Walter Rodrigues

O estilista paulista Walter Rodrigues ministra palestra e workshop durante o FIB Fashion Design, semana do curso de design de moda das Faculdades Integradas de Bauru (FIB), nos dias 15 e 16 de setembro.

Walter, reconhecido dentro e fora do Brasil por suas peças de luxo cuidadosamente acabadas, já participou da São Paulo Fashion Week e da Semana de Moda Parisiense. A alta costura do estilista aposta na subversão de modelos consagrados, e tem como marca registrada o toque de sofisticação.

Para o coordenador do curso de design de moda da FIB, professor Ronaldo Gifalli, todos os estilistas da geração de Walter Rodrigues, casos de Alexandre Herchcovich, Ronaldo Fraga e Mario Queiroz, iniciaram uma nova visão sobre a moda no Brasil, profissionalizando e colocando no mercado uma moda voltada à pesquisa. “O Walter alia à sua criação uma pesquisa tecnológica de tecidos, padrões, novos cortes e modelagens”, explica Gifalli.

As vagas para a palestra e workshop com Walter Rodrigues são limitadas. Mais informações pelo telefone (14) 2109-6208 ou pelo e-mail comunicacaofib@fibbauru.br.

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