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Previsão de chuva só para o dia 15

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Se as previsões meteorológicas estiverem corretas, a tão esperada chuva chegará a Bauru apenas entre os dias 15 e 16 do mês que vem, ou seja, daqui a 16 dias. Até lá, muitos dias de sol, calor e umidade relativa do ar baixa. Esta é a previsão a longo prazo, chamada de expectativa estendida, feita pelo meteorologista José Carlos Figueiredo, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) de Bauru, com base em dados de vários órgãos de pesquisas do Brasil.

“Essa expectativa pode ser alterada, mas a estiagem é característica do inverno de Bauru”, explica Figueiredo. Hoje completa 48 dias que não chove em Bauru. Com uma massa de ar quente e seco predominando sobre o Estado de São Paulo, há mais de uma semana várias localidades do Estado enfrentam índices baixíssimos de umidade relativa do ar.

A umidade relativa do ar em Bauru chegou, na semana passada, a apenas 13%. Em Presidente Prudente a situação foi ainda pior: apenas 6% anteontem com 36 graus de temperatura. Ontem, com maior nebulosidade, a umidade relativa do ar aumentou e o menor índice do dia em Bauru, geralmente registrado à tarde, foi de 21% às 16h05. No início da noite já era de 45%.

Caso a previsão se confirme, serão, ao todo, mais de 60 dias sem chuva. Porém, não deve ser a mais longa estiagem em Bauru. Apesar de não estar com dados estatísticos em mãos, Figueiredo lembrou que Bauru já passou períodos maiores, de cerca de 100 dias, sem precipitação. O inverno do ano passado, no entanto, foi chuvoso. “O ano de 2009, sozinho, não serve como parâmetro porque ele foi anormal”, frisa.

Em 2008, por exemplo, também não choveu em julho inteiro. E somando-se a chuva em junho, agosto e setembro não chegou a 150 milímetros, mostram dados estatísticos do IPMet. Já em 2007 choveu bastante em julho, mas em agosto não teve registro de chuva em setembro, apenas 3 milímetros, o que equivale a uma garoa fina.

A baixa umidade do ar, que tem batido recorde em várias cidades da região e na Capital, é resultado da presença de uma massa de ar seco sobre o Estado, o que tem desencadeado problemas respiratórios na população (veja quadro ao lado). E algumas cidades, que não é o caso de Bauru, já enfrentam problemas no abastecimento de água.

Além disso, enumera o meteorologista, este inverno também tem sido marcado por alta incidência de fogo em mato, pastagem e terrenos baldios. “É a ação destruidora do homem, que está em curva ascendente. Não acredito que estes incêndios tenham iniciado com combustão espontânea. É o homem destruindo mesmo”, chama a atenção.

Como o JC noticiou na semana passada, em menos de três meses, o 12º. Grupamento de Bombeiros, cuja sede é em Bauru, já atendeu 983 solicitações de combate a fogo em terrenos baldios, pastagem e mata nativa em 69 municípios da região num total de 1.255 focos de incêndio. E, até por falta de condições de atender todas as solicitações, os bombeiros priorizam incêndios com risco a atingir pessoas, imóveis e mata protegida, portanto o número de focos de queimada é bem maior.

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