Rio - O julgamento no Rio do pedido de habeas corpus do goleiro Bruno Fernandes e do amigo dele, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, deve ocorrer somente daqui a duas semanas, apesar dos esforços da defesa para que os dois voltem para Minas Gerais.
No processo que tramita no Rio, eles são acusados de sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio, ex-amante do jogador, em outubro do ano passado. Na época, ela estava grávida de um filho que seria do goleiro.
Anteontem, o advogado Márcio Carvalho de Sá despachou com o desembargador Alexandre Varella. O pedido de habeas corpus foi apresentado na sessão da 7.ª Câmara Criminal do Rio, na tarde de ontem, mas um dos desembargadores pediu vistas.
A nova previsão para a votação do pedido é dia 14. Também para setembro, na segunda quinzena, está prevista a próxima audiência do caso com presença de 13 testemunhas de defesa.
O advogado dos acusados disse que a defesa tentou agilizar o julgamento do pedido de liberdade no Rio. “Agora não tem outro jeito, temos que esperar até o dia 14”, disse Sá.
Bruno e Macarrão estão no Rio desde a última quinta-feira, quando ocorreu a primeira audiência com testemunhas de acusação. Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, os acusados devem permanecer na cidade por 30 dias. Eles estavam presos desde 7 de julho no Complexo Penitenciário de Contagem (MG).
Sem o habeas corpus, a defesa do goleiro cogita recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).