Tribuna do Leitor

Sr. Renato Gragnani


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Li no jornal a sua manifestação sobre o PCCS municipal e o que me chamou a atenção foi a maneira como o sr. tratou a carreira das merendeiras (se é que existe uma carreira). Gostaria que o sr. me explicasse direito sobre os tais alimentos que já vêm quase preparados, porque eu desconheço isso. Bem que gostaria que isso fosse verdade, pois não haveria tantas merendeiras “sucateadas” obrigadas a preparar refeições completas para as crianças. Não que elas não mereçam, ao con-trário, porque nas periferias grande parte das crianças faz a sua única refeição diária nas escolas.

Talvez o sr. não saiba que os alunos comem arroz, feijão, macarrão, carne, polenta, peixe, saladas, tudo isso acompanhado de cenoura, batata, mandioca, abóbora, couve, chuchu, repolho, acelga, tomate e cebola. Estou pensando na maravilha que seria não ter que manipular todos esses alimentos. Não posso discutir com o sr. a situação das cozinhas, já que as que o sr. conhece não têm nada a ver com as da rede municipal: pequenas, sem ventilação, onde a temperatura chega a mais de 40 graus. Ao mesmo tempo que estamos nessa sauna, usamos geladeira, freezer e, ao sairmos da cozinha para fora, encontramos uma variação de temperatura de até 15 graus mais ou menos.

Também corremos o risco de explosões de panelas, queimaduras graves (já ocorridas) e escorregões em pisos lisos, colocados inde-vidamente nas cozinhas. Depois de tudo isso o senhor continua acreditando que não somos manipuladoras de alimentos e nem temos o direito de ganhar insalubridade? Sr. secretário, tire as vendas dos olhos!!! (Sonia Medeiros)

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