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Grito dos Excluídos em SP pede nova independência

Folhapress
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São Paulo - A chuva da manhã de ontem comprometeu a programação do Grito dos Excluídos, realizado em São Paulo. Porém, não impossibilitou que líderes de movimentos sociais e sindicatos se reunissem para reivindicar uma “nova independência” para o país..

Juntos em um ato promovido na praça da Sé, centro da capital, militantes enfrentaram o mau tempo e pediram o rompimento do país com políticas voltadas para o mercado. Reivindicaram também mais atenção dos governos federal, estadual e municipal para os vários problemas da população.

“A independência de 1822 manteve o país submisso ao mercado e ao capitalismo. Precisamos romper com isso”, disse José Geraldo Correa Júnior, membro da Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas), uma das entidades que organizou o Grito dos Excluídos.

O ato deste ano foi o 13º promovido em São Paulo e o 16.º no país. Antes das chuvas, a previsão era de que o movimento reunisse cerca de 3 mil pessoas e percorresse os 6 quilômetros entre a praça da Sé e o parque da Independência. Com a chuva, pouco mais de uma centena de pessoas participou da manifestação, que neste ano teve como lema a pergunta Onde Estão Nossos Direitos?.

“A situação foi adversa, mas pessoas vieram”, disse Paulo César Pedrini, coordenador da Pastoral Operária Metropolitana de São Paulo. “Precisamos de um novo grito de independência”.

“Uma das principais reivindicações do Grito neste ano é o estabelecimento de um limite de tamanho para as propriedades rurais”, complementou ele. “Por isso, apoiamos o plebiscito sobre o tema.”

O plebiscito citado por Pedrini é organizado por movimentos sociais. Seu resultado servirá de base para uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para fixação de uma área máxima para as propriedades rurais do país. A votação começou no dia 1º e terminou ontem.

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