Nacional

Quebra de sigilo não muda cena eleitoral

Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, oscilou um ponto para cima e alcançou 51% das intenções de voto, segundo pesquisa do Datafolha divulgada ontem. O levantamento apontou que a candidatura petista não foi abalada pela divulgação da quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao PSDB.

O levantamento mostrou o candidato tucano, José Serra, estável em 27%. Marina Silva (PV) também não variou, e manteve os 11% do levantamento anterior, realizado entre 8 e 9 de setembro.

Quatro% declararam que votarão em branco ou anularão o voto e 7% disseram não saber em quem votarão. Os demais candidatos não somaram 1% das intenções.

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 15 de setembro, após a divulgação de denúncias no fim de semana de que um filho da atual ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, teria intermediado o contrato de um empresário com os Correios. O instituto não fez perguntas específicas em relação a este episódio.

Erenice foi braço direito de Dilma quando a candidata petista comandou a Casa Civil e a intermediação teria acontecido quando a candidata petista ainda estava à frente do ministério.

De acordo com o levantamento, publicado pelo jornal “Folha de S.Paulo”, Dilma seria eleita no primeiro turno, marcado para 3 de outubro, com 57% dos votos válidos.

Na simulação de um eventual segundo turno entre Dilma e Serra, a petista venceria com 57%, contra 35% do tucano. Há uma semana, o Datafolha apontou vitória de Dilma por 56 a 35%.

O cenário se manteve estável, com oscilação de Dilma dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, apesar da recente divulgação da violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas a Serra, inclusive da filha do candidato, Verônica Serra.

O Datafolha perguntou aos eleitores se sabiam do episódio da quebra de sigilo. De acordo com o instituto, 57% responderam que sim e 43% afirmaram que não. Dos que haviam tomado conhecimento do episódio, somente 12% disseram estar bem informados.

O instituto também aferiu se a violação do sigilo abalou a candidatura petista. Para 32%, Serra será o candidato mais prejudicado politicamente pelo episódio. Dilma será afetada de forma negativa para 12%.

Quando questionados quem sairia beneficiado pela divulgação da violação de sigilo fiscal, 30% dos entrevistados disseram que seria Dilma e 14% afirmaram que seria Serra.

Regiões e rejeição

No levantamento espontâneo, quando o entrevistado não recebe uma lista dos candidatos, e que, portanto, indica intenção de voto mais consolidada, Dilma lidera com 39%, ante 19% de Serra e 7% de Marina, segundo o Datafolha. Serra é o candidato com maior rejeição entre os entrevistados pelo instituto, com 31%. Dilma vem em seguida com 22%.

De acordo com a sondagem, Dilma lidera em todas as regiões do País. A petista tem vantagem maior no Nordeste, onde aparece com 65% das intenções de voto, contra 18% de Serra e 7% de Marina.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, Dilma tem 49%, contra 28% de Serra e 13% de Marina. No Sudeste, onde fica São Paulo, reduto eleitoral de Serra, a petista lidera com 46%, o tucano vem atrás com 29% e a candidata verde aparece com 14%.

A vantagem de Dilma é menor na região Sul. Lá ela tem 42%, ante 34% de Serra e 9% de Marina.

O instituto perguntou ainda quem os eleitores acreditam que vencerá as eleições. Para 72%, Dilma será eleita presidente, 13% apostam em Serra e somente 1% em Marina. O Datafolha ouviu 11.784 pessoas em 423 municípios entre os dias 13 e 15 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários

Comentários