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Decretada prisão de candidato suspeito de elo com PCC

Folhapress
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São Paulo - A Justiça de Taboão da Serra (Grande SP) decretou ontem a prisão temporária, por cinco dias, do candidato a deputado federal Ney Santos (PSC). Ex-detento que ficou preso entre 2003 e 2005 por roubo, Claudinei Alves dos Santos, 30 anos, o Ney Santos, é acusado pela polícia de usar seus postos, uma ONG e uma factoring na lavagem de dinheiro e de ter elo com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

A análise inicial dos documentos apreendidos na quarta-feira pela Polícia Civil de SP numa operação contra o candidato aponta que ele movimenta R$ 6 milhões por mês com sua rede de 15 postos de combustível.

Desde quando saiu da prisão, Santos juntou, segundo a polícia, patrimônio de mais de R$ 100 milhões. O candidato teve todos os seus bens bloqueados por ordem da Justiça, inclusive uma Ferrari de R$ 1,4 milhão, por ser suspeito de usar “laranjas” no seu esquema.

A polícia começou a investigação com a denúncia de que Santos cadastrou 100 mil eleitores que passaram por seus postos nos últimos seis meses para trocar combustível por votos.

Segundo a investigação da polícia, Santos usa seus postos para vender combustível adulterado com a adição de água para “multiplicar” o produto.

Outra suspeita é a de que Santos usa suas empresas para fornecer atestados falsos de emprego a presos que estão no regime semiaberto e precisam estabelecer vínculo empregatício para deixar a prisão de dia e voltar à noite.

Em 15 de agosto deste ano, PMs apreenderam na zona sul de SP um Palio Weekend com 40 tijolos de maconha (34 kg) que, segundo investiga a polícia, iam ser distribuídos em um evento de Santos. O pedreiro José Maria Moreira Gomes, 26 anos, foi preso com a droga e disse à polícia que a maconha era, sim, para ser dado em um evento da campanha de Santos.

Ontem, o advogado Francisco Assis Henrique Neto Rocha, defensor de Santos, disse que “as acusações da polícia contra seu cliente são atos desesperados por nada ter sido achado contra ele e também porque Santos será eleito”.

O policial civil Luis Fernando Ferreira de Souza, que atua na zona sul de São Paulo, foi identificado como um dos homens que fazem a escolta pessoal de Santos.

Em 2003, o agora político Ney Santos foi preso em flagrante quando roubou malotes de uma transportadora de valores de Marília (108 km de Bauru). No crime, ele portava uma metralhadora 9 mm, segundo a polícia.

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