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Técnica muda ação contra lesão ocular

Da Redação
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A nova técnica anunciada pelo Centro de Medicina Regenerativa Stefano Ferrari (Itália) para tratar queimaduras oculares a partir do cultivo em fibrina de célula-tronco do limbo (região entre a córnea e esclera – parte branca do olho), pode aumentar a recuperação da visão se for associada ao procedimento feito com membrana amniótica, parte interna da placenta.

Esta é a expectativa do oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, um dos pioneiros no Brasil a realizar cirurgia com membrana amniótica no tratamento de queimaduras oculares. “A fibrina é uma proteína do sangue com propriedade cicatrizante que faz uma limpeza de áreas ulceradas, mas não contém células que se diferenciam para construir os tecidos da superfície ocular como acontece com a membrana amniótica”, afirma.

Por isso, o uso da fibrina exige o cultivo de células do limbo em todos os procedimentos, independentemente da profundidade da lesão. A experiência do especialista mostra que é possível recuperar queimaduras superficiais só com o implante de membrana amniótica.

Já nas lesões mais profundas é necessário associar o transplante de limbo. Isso porque, embora a membrana amniótica seja uma importante fonte de célula-tronco, não tem capacidade de reconstruir todas as células oculares. Resultado - O sucesso do tratamento se restringe a 7 em cada 10 queimaduras, contra 77% da técnica desenvolvida com fibrina.

A maioria das lesões por queimadura ocorre pelo do contato do olho com produtos alcalinos - soda cáustica, cal e amônia – que prevalecem e nos acidentes industriais. Estas substâncias, explica, penetram muito rápido no olho e provocam lesões profundas. “O novo conhecimento pode ser somado ao tratamento com membrana amniótica para recuperarmos um maior número das células danificadas” afirma.

O especialista destaca que a membrana amniótica também é usada na reconstrução de pálpebras, para eliminar inflamação após remoção cirúrgica de pterígio e tumores, no tratamento de ceratoconjuntivite, perifigóide (doença auto-imune que ataca a mucosa dos olhos) e nos casos de uma alergia ocular conhecida como Stevens-Johnson que pode causar cicatrizes na córnea.

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Déficit de vitamina A pode explicar vários problemas ligados aos olhos

Dificuldade de enxergar em ambientes escuros, acne, facilidade para gripar, síndrome pré-menstrual e atraso no crescimento podem sinalizar falta de vitamina A. Segundo o Ministério da Saúde a deficiência atinge 12,3% das mulheres com idade de 15 a 49 anos. Entre crianças com mais de 5 anos é de 17,4% e chega a 21,6% na região Sudeste.

A falta de informação é o principal problema no País. Um simples exame de sangue indica a insuficiência. De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a alimentação correta inibe a evolução da maioria dos distúrbios decorrentes do déficit de vitamina A e reduz o consumo de medicamentos. “Quem não controla a alimentação acaba tendo de usar mais antibióticos e antiinflamatórios, além de ficar exposto ao agravamento das doenças”, comenta.

O especialista explica que isso acontece porque a principal função da vitamina A é proteger nossa imunidade e a integridade das mucosas. Quando o assunto é a saúde dos olhos, ele diz que a deficiência predispõe à conjuntivite, ressecamento da córnea e conjuntiva. O resultado é a formação de cicatrizes que comprometem a visão.

Na retina, ressalta, ocorre o prejuízo da síntese da rodopsina, um pigmento que responde pela capacidade de adaptação à baixa luminosidade. É isso que origina a dificuldade de enxergar em ambientes escuros ou cegueira noturna. O distúrbio pode levar à perda definitiva da visão. O único tratamento é a reposição da vitamina com suplementação e dieta adequada.

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Excesso pode ser tóxico

Buscar suplementação por conta própria pode ser arriscado, principalmente por tempo prolongado. Isso porque, a vitamina A fica armazenada no fígado e é mais difícil de ser eliminada.

Os principais sintomas de toxidade são perda de cabelo e peso, ressecamento da pele e mucosas, anemia, irritabilidade, fadiga e insônia.

Queiroz Neto diz que a quantidade a ser ingerida depende das condições de saúde, sexo, idade e peso. Em mulheres grávidas, exemplifica, a expansão do plasma reduz a concentração de vitamina A.

Por outro lado, estudos mostram que altas doses durante a gestação podem causar defeitos congênitos no feto. Conclusão: O mais indicado para a maioria das gestantes é a reposição dietética. A regra pode mudar entre mulheres que antes da gravidez passaram por cirurgia bariátrica para perder peso. Isso porque, o procedimento diminui a absorção de vários nutrientes, inclusive da vitamina A.

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