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Erenice renuncia a cargos em estatais

Folhapress
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Brasília - A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra entregou ontem carta de renúncia de suas funções como conselheira de administração do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Eletrobras e de sua subsidiária Chesf. Erenice recebia R$ 5,1 mil a cada três meses para fazer parte do conselho do BNDES e R$ 3,8 mil para participar de reuniões mensais da Eletrobras e da Chesf.

A Eletrobras confirmou por meio de nota que a ex-ministra renunciou aos mandatos nos conselhos de administração da holding e de sua subsidiária Chesf. Mas o BNDES ainda não tinha notícias sobre a carta de renúncia no início da noite.

O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, presidente do conselho de administração do banco, está fora do País e não teria recebido o documento. Sem isso, não seria possível dar andamento ao processo administrativo de saída de Erenice.

Mesmo se a ex-ministra não tivesse a iniciativa de renunciar, já havia no governo a decisão de exonerá-la dos cargos nos conselhos das estatais. O caso é o oposto do que aconteceu com o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, que saiu da pasta em 2007 mas se manteve no conselho de administração da Petrobras.

No caso de Erenice, porém, a avaliação no Planalto é que sua manutenção recebendo dinheiro de estatais - após denúncias de tráfico de influência no governo com a participação de seu filho, Israel Guerra- poderia contaminar a campanha de Dilma à Presidência.

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Dilma nega ter indicado ministra

Salvador - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, negou ontem em Salvador que tenha indicado a ex-ministra Erenice Guerra para sucedê-la na Casa Civil e atribuiu a nomeação a um critério fixado pelo presidente Lula. Em entrevista ao programa “Bom Dia Brasil”, Dilma ressaltou que não sabe de nenhum ato inidôneo de Erenice.

Dilma deixou o cargo de ministra da Casa Civil no fim de março deste ano. Ela foi sucedida então pela secretária-executiva Erenice Guerra, que pediu demissão na semana passada após suspeitas de participação em esquema de lobby no governo.

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