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Dia do Doador de Órgão mobiliza hospitais

Da Redação
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Com objetivo de conscientizar sobre a importância da doação de órgãos, começou ontem em Bauru uma campanha sobre o tema com diversas atrações. Os eventos anteciparam o Dia do Doador de Órgão, comemorado hoje. Na cidade, três entidades hospitalares se uniram para participar da campanha: o Hospital Beneficência Portuguesa, a Associação Hospitalar de Bauru e o Hospital da Unimed.

Logo pela manhã, o Clube de Carros Antigos realizou carreata na avenida Getúlio Vargas. Depois, a Associação Bauruense dos Renais Crônicos (Abrec) fez almoço comemorativo e, por volta das 18h, foi celebrada missa de abertura da campanha na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, na qual representantes de três hospitais da cidade participaram carregando faixas da campanha.

A campanha em Bauru tem atividades programadas até o próximo sábado. Estão previstas distribuição de panfletos, missas e palestra sobre doação. Para encerrar o cronograma, no sábado será realizada a “Caminhada pela Vida”, que reunirá diversos profissionais da saúde. Eles distribuirão mais de 2 mil panfletos e revistas educativas.

A passeata sairá às 9h da Praça Machado de Mello, com destino à Praça Rui Barbosa, passando pelo Calçadão da Batista. Hoje, os três hospitais vão distribuir panfletos e miniplantas à população. À tarde, às 14h30, o coral da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) se apresentará no Hospital Beneficência Portuguesa.

A partir das 17h haverá a “Missa do Doador” na capela do hospital. No início da noite, às 19h30, uma palestra sobre doação de órgãos será ministrada no auditório da Beneficência Portuguesa. A palestrante é a enfermeira Vanessa Barbosa Baldo, responsável pelo Comissão Intra Hospitalar de doação de Órgão e Tecidos para Transplante (Cihdott) do Hospital Beneficência.

Baldo ressalta que a campanha busca levar aos brasileiros esclarecimentos sobre a doação de órgãos. “Muitas pessoas ainda têm receio de falar sobre o assunto, por pensar que estão falando de sua própria morte”, relata Baldo. Para ser um doador, não é necessário fazer nenhum documento por escrito. Basta avisar a família sobre essa vontade, que irá autorizar o ato. “Avisar a família é fundamental para se concretizar o transplante”, afirma Baldo.

A enfermeira explica que existem dois tipos de doador. O doador vivo, que pode doar, por exemplo, um dos rins, parte da medula óssea, fígado ou pulmão (seguindo a lei que permite a doação apenas para parentes até quarto grau ou cônjuges). E o doador falecido, que são os pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

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Transplante

Atualmente, os brasileiros se mostram mais acessíveis quando o assunto é doação de órgãos. Prova disso foi o aumento significativo do número de transplantes entre os anos de 1995 e 2007. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplantes (ABTO), os transplantes de órgãos sólidos dobraram, passando de 2.034 para 4.733. Os de córneas também tiveram crescimento significativo, passando de 544 transplantes para 9.940. De acordo com o Ministério da Saúde, 63.866 brasileiros estão à espera de órgãos.

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