Nacional

Alckmin aguarda decisão da Justiça

Roberto Almeida colaborou Natalia Gómez
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes, Geraldo Alckmin, aguardava ontem às 21h30 a resolução do imbróglio envolvendo os votos de Paulo Bufalo (PSOL) em seu apartamento no Morumbi, zona sul de São Paulo. O clima entre assessores era de tensão e um eventual segundo turno com o candidato do PT, Aloizio Mercadante, não estava descartado.

No início da noite, o tucano tinha margem mínima de vantagem para obter 50% mais um dos votos válidos sobre os adversários, segundo parcial do Tribunal Regional Eleitoral paulista, o que liquidaria a eleição no 1.º turno. Os votos de Bufalo, Igor Grabois (PCB) e Mancha (PSTU) não haviam sido computados pela corte e poderiam alterar o resultado final. Tucanos não tinham a informação de quantos votos os três candidatos receberam.

O TRE indeferiu, em 26 de setembro, a candidatura a vice-governador de São Paulo de Aldo Josias dos Santos (PSOL) com base na Lei da Ficha Limpa. O candidato a governador da chapa, Paulo Roberto Bufalo, também teve seu registro negado, já que a Lei Eleitoral considera a chapa indivisível. Aldo dos Santos foi condenado por improbidade administrativa, por ter utilizado indevidamente um veículo da prefeitura de São Bernardo do Campo quando era vereador.

Os votos para a candidatura de Luiz Carlos Prates, o Mancha (PSTU), não foram computados porque houve um problema com a assinatura de sua vice, Eliana Lúcia Ferreira, na requisição de registro de candidatura e na declaração de bens, divergindo de outros documentos entregues pela campanha. A candidatura de Mancha ainda estava sob análise do tribunal.

Pela manhã, Alckmin mantinha um discurso de confiança em uma vitória no primeiro turno, e afirmou que iria “arregaçar” as mangas para entrar na campanha de José Serra no segundo turno para a Presidência da República.

Alckmin votou por volta das 11h30 no Colégio Santo Américo, no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo, acompanhado de sua mulher, Lu Alckmin, e de seus três filhos: Sophia, Geraldo e Tomás. Este último veio do México, onde trabalha, para ajudar o pai. “Precisamos de todos os votos possíveis. Eu não podia faltar”, disse.

Estiveram também com o tucano o governador de São Paulo Alberto Goldman (PSDB), o prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) e os candidatos Guilherme Afif Domingos (DEM), seu vice, e Aloysio Nunes (PSDB), que garantiria mais tarde uma das vagas de São Paulo ao Senado. O grupo era o mesmo que engrossou a claque do candidato na reta final.

“Hoje é dia de humildade e fé. Humildade para aguardar o resultado das urnas e de fé para avançarmos mais”, disse Alckmin. Perguntado por um repórter do programa CQC se fará um “governo bom para chuchu”, respondeu que será “ótimo”. Em seguida, emendou, bem-humorado: “Vou fazer um governo bom para chuchu, para alface, para milho, para toda a agricultura paulista.”

Por outro lado, entre tucanos a expressão mais repetida sobre a postura de Alckmin durante a campanha foi “lealdade a Serra”.

Comentários

Comentários