São Paulo - O motivo da viagem de emergência do presidente paraguaio Fernando Lugo, 59 anos, para São Paulo ontem foi se tratar de uma trombose (coágulo em um veia de acesso ao coração) provocada pelo tratamento quimioterápico de câncer. Lugo vem fazendo quimioterapia em São Paulo desde que foi diagnosticado um câncer linfático, no último mês de agosto.
Anteontem, ele apresentou um acúmulo anormal de líquido na faringe e foi trazido para o hospital Sírio-Libanês.
Inicialmente, os médicos do presidente diziam suspeitar que Lugo sofria de uma infecção “de alto risco’’, supostamente provocada por um tratamento dentário.
Mas, no fim da noite de sábado, o governo do Paraguai divulgou nota esclarecendo a causa real do problema e dizendo que a doença está, sim, relacionada ao câncer.
Mas, segundo o governo, isso não significaria um agravamento da doença.
Segundo o médico particular do mandatário, Alfredo Boccia, desde que começou a fazer quimioterapia, Lugo teve um cateter implantado no peito -para administração de medicamentos.
Esse cateter foi o responsável pela formação do coágulo na veia cava superior. Lugo já havia sofrido de trombose na perna esquerda, em 1990.
Boccia disse em nota que já houve uma diminuição do tamanho do coágulo, mas que ele não foi eliminado totalmente. Lugo está internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas não deve precisar passar por cirurgia para tirar o coágulo, segundo a assessoria de imprensa do hospital Sírio-Libanês.
Hoje, ele será submetido a novos exames. Dependendo do resultado, pode sair da UTI hoje e ter alta na quarta-feira.