Brasília - O presidente do PT, José Eduardo Dutra, voltou a dizer que o dossiê com dados sigilosos de tucanos não foi encomendando ou usado pela campanha de Dilma Rousseff.
Ele comentava a reportagem da “Folha de S.Paulo” de ontem que mostra que o jornalista Amaury Ribeiro Jr, ligado ao “grupo de inteligência” da pré-campanha de Dilma, encomendou a quebra de sigilo na Receita Federal em Mauá. De fato, o dossiê com os dados circulou na cúpula da pré-campanha.
Em depoimento à PF, Amaury afirmou que os dados chegaram ao PT porque pessoas do partido os roubaram de seu computador pessoal. Ele afirmou também que começou a levantar os dados quando trabalhava para o jornal “O Estado de Minas”.
“Ele (Amaury) pagou pelos dados quando estava no “Estado de Minas”. Sua relação era com o Lanzetta (Luiz Lanzetta, que trabalhava na comunicação da pré-campanha e no “grupo de inteligência”). Se ele tinha uma mercadoria para vender, não formos nós que solicitamos, não fomos nós que usamos. Foi uma briga intestina do tucanato”, disse Dutra.