Tribuna do Leitor

Os direitos das crianças


| Tempo de leitura: 2 min

A coluna Tribuna do Leitor de 19/10, pág. 2, publica carta sob o título “Creche e o Pronto-Socorro”, assinada por Pedro Valentim. Segundo o autor, “Na Educação, lamentavelmente os filhosde mães que precisam trabalhar para judarrem no sustento do lar não conseguem vagas em creche”. Comporta evocar o Jornal da Cidade de 7 de julho/2009 publicou reportagem sobre o déficit de falta de vagas nas creches em Bauru. Segundo a reportagem, a Diocese e as Igrejas Cristãs de Bauru entregaram ao prefeito municipal uma proposta para o Plano Plurianual, para que a Secretaria da Educação providenciasse a construção de creches para todas as crianças de Bauru sejam atendidas, num total de 1.400 vagas. Afirmava que esse grupo de religiosos também havia ido à Câmara Municipal para falar sobre a proposta, que estava referendada pelo bispo diocesano e pelo Concílio local da Igreja Metodista, Igreja Evangélica Luterana do Brasil/Congregação de Pastores Evangélicos de Bauru e Região.

Um movimento oportuno, sério, com proposta educacional objetivando acabar com elevado número de falta de vagas em creche em Bauru, para, em especial, que mães de baixo recursos que precisam trabalhar fora do lar para o sustento de seus filhos tenham um local seguro, oficial, educacional, onde deixar seus filhinhos, podendo trabalhar tranquilamente.

Volto a repetir o que dizia um dos maiores pedagogos que o Brasil já possuiu - Anísio Teixeira -, registrado em seu livro “Educação não é privilégio” (1957): “Não desmerecemos nenhum dos esforços para a educação ulterior à primária, mas reivindicamos a prioridade número um para a escola de que dependem todas as escolas - a escola primária”.

Desde a promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988, o dever do Poder Público com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento às crianças desde o zero ano de idade em creche e pré-escola. Creche deixou de ser filantropia, assistencialismo, faz parte do sistema escolar brasileiro integrado ao sistema municipal de ensino. A Constituição Federal neste anos está completando 22 anos de sua promulgação. Até quando? Oportuníssima a carta do sr. Pedro Valentim. Se as crianças não gritam por seus direitos, os adultos precisam gritar.

Rodolpho Pereira Lima - 79 anos

Comentários

Comentários